Respeito na ponta dos pés

Apresentação do balé de Santa Cruz no festival internacional de Indaiatuba

Balé Municipal de Santa Cruz é vice em
festival internacional e ganha reconhecimento

Robson recebe troféu no festival
Robson recebe troféu no festival

Sérgio Fleury Moraes
Da Reportagem Local

Nos últimos anos, dificilmente o balé municipal de Santa Cruz do Rio Pardo não traz um troféu quando participa de algum festival. No último domingo, 9, o grupo ficou em segundo lugar no festival internacional de Indaiatuba-SP, com a coreografia “Viva São João”. O resultado classifica automaticamente o balé para o festival do próximo ano. No ano passado, na primeira vez em que se apresentou em Indaiatuba, o grupo ficou em quarto lugar.
A conquista, de certa forma, tem a assinatura do coreógrafo e bailarino Robson Willian de Souza, que há quatro anos comanda o balé de Santa Cruz do Rio Pardo. Dançarino desde os 12 anos, ele apostou em coreografias modernas e treinamentos intensivos para tornar o grupo respeitado em todo o Estado. Formado na Escola de Bailado de Ourinhos, ele lembra, orgulhoso, que hoje o balé de Santa Cruz recebe elogios de seus antigos professores.
Em maio, o balé já havia vencido o festival de Barra Bonita, com a coreografia “Parintins: É Vermelho, Sou Garantido”. Robson conta que teve a ideia de criar outro número genuinamente brasileiro ao estudar as quadrilhas do Nordeste. “Lá, é como se fosse um carnaval, mas em São Paulo as pessoas costumam satirizar este tipo de dança, lembrou. Ele já tinha experiência em coreografia folclórica quando criou “Carimbó” para o balé santa-cruzense.
Quando Robson anunciou a proposta ao grupo, os bailarinos abraçaram a quadrilha. Foram seis meses de preparação das danças e figurinos, sendo quatro de ensaios. A música escolhida foi uma da cantora Elba Ramalho, que costuma animar quadrilhas nordestinas.
O grupo foi a Indaiatuba com 24 bailarinos do grupo especial. Para Robson, o segundo lugar teve sabor de campeão. “Nós perdemos para um grupo do Paraguai”, disse, ressaltando o caráter altamente seletivo da competição, que teve bailarinos de São Paulo, Pernambuco, Santa Catarina e Ceará.

ALTO NÍVEL — Balé de Santa Cruz do Rio Pardo disputou festival com grupos do Brasil e de outros países
ALTO NÍVEL — Balé de Santa Cruz do Rio Pardo disputou festival com grupos do Brasil e de outros países

Sem limites

Apesar dos 24 bailarinos que viajaram até Indaiatuba, o balé municipal de Santa Cruz atende mais de 150 alunos, entre crianças, adolescentes e adultos. No grupo vice-campeão, há bailarinos de 15 a 40 anos. “Basta ter vontade para aprender”, resume o professor.
Robson disse que o balé é dividido em grupos e o mais recente é o juvenil, que já está começando a viajar para festivais em outras cidades.
Os bailarinos usam o salão do antigo GTI (Grupo da Terceira Idade) no bairro da Estação. Os ensaios acontecem de segunda a domingo, nas modalidades clássico, jazz, danças populares, hip hop, danças de salão e contemporânea.
Os próximos desafios do balé municipal são os festivais de Barra Bonita e Sorocaba, respectivamente nos dias 19 e 20 de agosto. No entanto, as expectativas estão voltadas para o festival de São José dos Campos em setembro, na disputa por vaga para o maior festival de dança do mundo, que será realizado em Joinville. Claro que a agenda também inclui apresentações no município. Ontem, por exemplo, o grupo se apresentou na praça São Sebastião, na festa junina beneficente do educandário “O Lar da Criança”.

Foto: Fernanda Botelho

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Proprietário e Editor do Jornal Debate