Limpeza no ribeirão retira cinco toneladas de sujeira

MUTIRÃO DE LIMPEZA — Cerca de 60 voluntários participaram da limpeza do ribeirão São Domingos na manhã do último domingo, 1º

Evento foi promovido pela ONG “Rio Pardo Vivo”

Trabalho encontrou todos os tipos de detritos jogados no ribeirão
Trabalho encontrou todos os tipos de detritos jogados no ribeirão

Um ação realizada todos os anos pela ONG “Rio Pardo Vivo” ajuda a conservar o leito do ribeirão São Domingos, que corta toda a área urbana de Santa Cruz antes de desaguar no rio Pardo. No último domingo, no “6º Mutirão de Limpeza do São Domingos”, voluntários da ONG retiraram cinco toneladas de lixo num percurso de cinco quilômetros do ribeirão.
O mutirão estava ameaçado de ser adiado devido às chuvas do final de semana. No entanto, o sol voltou a brilhar na tarde de sábado e o evento foi confirmado pela direção da ONG “Rio Pardo Vivo” após uma inspeção.
Na manhã de domingo, cerca de 60 voluntários começaram a se reunir na ponte do Jardim Ipê. Eles desceram todo o leito do ribeirão São Domingos até a ponte do local conhecido como “Chafariz”, já nas proximidades do Pardo. Além de pessoas ligadas à entidade ambiental, participaram funcionários da Sabesp, atiradores do Tiro de Guerra, membros do Rotary Club e a empresa “MRover”.
Segundo o ecologista Luiz Carlos Cavalchuki, um dos dirigentes da ONG, o resultado surpreendeu, já que cinco toneladas de entulhos foram retiradas do leito do ribeirão. Foram centenas de sacolas, garrafas plásticas, pneus, placas de trânsito, peças de geladeira e até um fogão. “Encontramos, inclusive, parte de um motor de moto”, contou Luiz Carlos.

Voluntários percorreram o leito urbano do ribeirão
Voluntários percorreram o leito urbano do ribeirão

Os materiais foram recolhidos em caminhões da empresa “MRover”, responsável pela coleta de lixo em Santa Cruz do Rio Pardo. Todo o material será destinado para reciclagem.
Segundo Cavalchuki, além de promover a limpeza, o projeto da ONG desperta nos participantes a consciência ambiental do descarte correto do lixo doméstico. “Nós precisamos sempre ter em mente a proteção dos recursos hídricos”, disse Luiz Carlos, que vai enviar um relatório do trabalho à secretaria do Meio Ambiente.
Ele explicou que o documento vai apontar um diagnóstico do leito do ribeirão, mostrando os locais mais degradáveis e os pontos onde são necessárias ações como retirada de árvores, desassoreamento e manutenção de galerias pluviais.

Sobre Sergio Fleury 1456 Artigos
Proprietário e Editor do Jornal Debate