Jurista prega ‘voto faxina’ durante palestra na faculdade de Direito Oapec

O jurista lotou o auditório da faculdade de Direito e abordou temas delicados com bom humor

Advogado proferiu divertida palestra aos alunos
da faculdade Oapec, na última terça-feira, 7

Flávio Gomes, durante entrevista à imprensa na faculdade Oapec, antes de proferir palestra aos alunos
Flávio Gomes, durante entrevista à imprensa na faculdade Oapec, antes de proferir palestra aos alunos

O jurista Luiz Flávio Gomes esteve em Santa Cruz do Rio Pardo na noite de terça-feira, 7, quando proferiu a palestra “Lava Jato: Ética, Cidadania e Novas Lideranças” a alunos da faculdade de Direito Oapec. O auditório ficou tomado por alunos, professores e diretores da instituição para ouvir Flávio, que abordou a política de forma divertida.
Sem rodeios, ele explicou que a saída para mudanças éticas no Brasil é o povo eleger uma bancada “mínima” de 30 deputados comprometidos com o fim da corrução. “Não estamos pedindo muito. Veja, é praticamente um deputado ético por Estado, o suficiente para mudar a situação no Congresso Nacional”, afirmou.
O advogado, que já foi magistrado, é o fundador do movimento “Quero um Brasil Ético” e faz uma verdadeira peregrinação pelo País para pregar mudanças. Ele diz que o “voto faxina” — que significa limpar o Congresso — é a única forma de alterar a política brasileira. Segundo Flávio, outros países já experimentaram mudanças com o combate à corrupção. “E deu muito certo”, contou.

Fernando Quintero, ex-seccional de Ourinhos, acompanhou Gomes
Fernando Quintero, ex-seccional de Ourinhos, acompanhou Gomes

Na entrevista à imprensa e durante a palestra, Flávio admitiu que ele próprio pode ser candidato a uma vaga no parlamento brasileiro. “Este movimento vai criar uma responsabilidade na população, pois ela precisa acordar e fazer a sua parte”, afirmou.
Flávio Gomes elogiou a Operação Lava Jato, que prendeu vários políticos e desbaratou quadrilhas corruptas enraizadas nas instituições brasileiras. Entretanto, ele citou falhas nas investigações, principalmente o fato de apenas políticos do PT terem sido alvos prioritários da Justiça. Segundo o jurista, isto aconteceu por decisão de instâncias superiores, que determinaram que a jurisdição do juiz Sérgio Moro só deveria investigar a Petrobrás.
O alento, segundo ele, é que a partir de agora já começaram a apurar políticos de outros partidos. A “vergonha”, para Flávio Gomes, ficou com o caso do senador Aécio Neves que, condenado pelo Supremo Tribunal Federal, teve a pena suspensa por decisão do Senado.

Quintero e Luiz Flávio posam para foto com o diretor Weber Pimentel
Quintero e Luiz Flávio posam para foto com o diretor Weber Pimentel

Durante seu discurso aos alunos da faculdade, Flávio provocou risos, como ao responder algumas perguntas. Sobre o que achava do presidente Michel Temer, por exemplo, foi direto: “É um ladrão”.
No entanto, também provocou emoção ao contar sua história de vida. Afinal, morador da pequena Sud Menucci, ele disse que era analfabeto até os 15 anos, quando mudou-se para São Paulo e começou a ler livros. “Devorei muitos”, lembrou. Aos 25 anos, já era juiz de Direito. Hoje, além de renomado advogado, é empresário e costuma comentar aspectos do Direito em programas na televisão.
Depois da palestra na Oapec, o jurista autografou seu livro “O Jogo Sujo da Corrupção” e sorteou alguns exemplares. Ele também se reuniu com o diretor da Oapec, Benedito Weber Pimentel.

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Proprietário e Editor do Jornal Debate