Feira do conhecimento

Aluna da escola mostra equipamento para gerar energia elétrica

Escola “Zilda Comegno Monti” encerrou
na última sexta mais uma “Feira Cultural”

FUTEBOL — Estudantes pesquisaram sobre antigo campo de futebol
FUTEBOL — Estudantes pesquisaram sobre antigo campo de futebol no terreno em que a escola foi construída

A escola “Zilda Comegno Monti”, de Santa Cruz do Rio Pardo, realizou na semana passada a edição de 2017 da “Feira Cultural”, evento que mobilizou todos os professores e alunos dos períodos da manhã e tarde. Somente os estudantes do período noturno, por trabalharem, não puderam participar. A feira foi aberta ao público e recebeu visitas de alunos de outras escolas de Santa Cruz do Rio Pardo. A mostra terminou na sexta-feira, 1º.
Várias salas receberam trabalhos de alunos, inclusive maquetes de biomas e até equipamentos científicos elaborados pelos estudantes. Segundo a professora Genoveva de Fátima Augusto de Oliveira, uma das coordenadoras da “Zilda Comegno Monti”, a feira praticamente encerrou o “Projeto Sustentabilidade”, que começou no início do ano e teve várias etapas para mostrar a necessidade de preservação do Meio Ambiente. A escola venceu até um concurso e recebeu recursos para implantação de uma cisterna no primeiro semestre.

Para a coordenadora Genoveva, a feira encerra projeto Sustentabilidade
Para a coordenadora Genoveva, a feira encerra projeto Sustentabilidade

 

Aluna mostra filtro de água
Aluna mostra filtro de água

A “Feira da Cultura” envolveu não apenas aspectos do conhecimento, mas muita pesquisa. Um grupo de alunos, por exemplo, resolveu pesquisar como era o bairro antes da construção da escola. Eles se surpreenderam ao descobrir que o terreno da “Zilda” era o antigo campo de futebol da vila Saul, onde jogavam Botafogo e Comercial. Eles entrevistaram atletas e conseguiram até fotografias antigas dos clubes.
A diretora da escola, Rosemeire Jacomo Claudio, disse que muitos visitantes, inclusive ela, se emocionaram ao encontrar parentes nas fotografias.
O trabalho esteve a cargo, entre outros, dos alunos Matheus Maximiano, Luiz Felipe Barros e Manoel Santos. Os três disseram que não conheciam detalhes dos antigos times de futebol. Além das fotos, eles montaram maquetes e até gravaram uma entrevista com um ex-jogador, que ficou disponível numa TV instalada na sala. “O curioso é que houve somente um jogo entre os dois times. Como empatou, não teve briga”, contou Matheus.
Em uma outra sala, as alunas Karen e Mariana aguardavam o público exibindo produtos de antigas tecnologias, como fitas K7, telefones com manivela ou disco e máquinas fotográficas com filmes. Muitos, aliás, eram desconhecidos das próprias alunas.
Em outro canto da escola, Arbia Crivelli e outras alunas escolheram o tema da água, com maquetes mostrando o assoreamento de rios, adubos e até hortas cultivadas em garrafas.
A professora Afra Rosa de Lima disse que a feira “contagiou” os alunos e é um incentivo para melhorar o conhecimento. “Eles gostam muito e já estão pedindo outra feira”, disse.

Os próprios alunos da escola construíram maquetes para mostrar os diversos biomas do Meio Ambiente
Os próprios alunos da escola construíram maquetes para mostrar os diversos biomas do Meio Ambiente
Sobre Sergio Fleury 1671 Artigos
Proprietário e Editor do Jornal Debate