Cláudio Gimenez será ouvido na Polícia Civil nesta terça-feira

DEPOIMENTO — Cláudio Gimenez será ouvido pelo delegado na terça

Presidente da Codesan vai depor em
inquérito sobre desvio na prefeitura

O presidente da Codesan, Cláudio Agenor Gimenez, será ouvido na Central de Polícia Judiciária na próxima terça-feira, 9, no inquérito que apura desvio de dinheiro público, no esquema criminoso que era operado pela ex-tesoureira Sueli de Fátima Feitosa. O anúncio do depoimento foi feito pelo próprio Agenor na semana passada, em entrevista à rádio Difusora.
Gimenez foi citado pela ex-tesoureira, numa “delação pública”, como um dos principais envolvidos no caso. Ele nega e, inclusive, está processando Sueli Feitosa por danos morais. De acordo com a ex-tesoureira, o presidente da Codesan descobriu que ela desviava dinheiro e, no início do governo Otacílio Parras, passou a ameaçá-la para igualmente exigir retiradas. O dinheiro, segundo ela, era entregue a um motoboy designado pelo próprio Gimenez.
Antes dele, ainda segundo Sueli Feitosa, as retiradas eram feitas a pedido do ex-secretário Ricardo Moral, que falava em nome do “chefe” — o ex-prefeito Adilson Mira (PSDB). Todos eles negam participação no crime.
A imprensa tem pouca informação sobre o caso desde que o juiz da Vara Criminal decretou sigilo nos inquéritos policiais. Pelo menos sete pessoas, entre Sueli e familiares, foram indiciadas pela Polícia Civil. A avaliação é de que o desvio, que se manteve ao longo de pelo menos 16 anos, tenha desfalcado a prefeitura em mais de R$ 7 milhões. A Justiça bloqueou bens de Sueli e sua família e investiga a participação de outras pessoas no esquema.

Outros processos

Enquanto prosseguem as investigações na polícia, o caso já teve desdobramentos entre os envolvidos. Há pelo menos dois processos judiciais em andamento, um deles o de Cláudio Agenor Gimenez contra Sueli Feitosa. Recentemente, ele revelou na rádio Difusora que, caso vença a ação indenizatória, vai doar o dinheiro aos cofres do município.
Mas Gimenez também está sendo processado pelo ex-prefeito Adilson Mira em outra ação indenizatória que tem como fundamento as denúncias de desvio de dinheiro público. Na semana passada, a reportagem entrou em contato com o advogado de Mira, João Gabriel Lemos Ferreira, para saber informações sobre o motivo do processo. Segundo ele, o ex-prefeito não autorizou informações à imprensa.

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