Cartas – Edição de 07/01/2018

Maçonaria nega influência em nomeação

A Loja Maçônica Santa Cruz vem esclarecer sobre a nota publicada na pagina 2 do DEBATE de 31 de dezembro de 2017, onde afirma que o secretário de Educação Fernando Bitencourt, ocupa o cargo graças à influência da maçonaria.
Em nenhum momento a nossa instituição interferiu ou mesmo orientou a administração municipal sobre quaisquer assuntos.
Esclarecendo ainda que o senhor Fernando Bitencourt ocupa o cargo de secretário de educação única e exclusivamente por sua competência e experiência, como o vem demonstrando, não tendo portanto, a necessidade de se impor por influência de quaisquer instituições ou pessoas.
— Edvaldo Barbosa Santos, dirigente da Loja Maçônica Santa Cruz (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
Nota da redação O jornal mantém todas as informações publicadas. Aliás, a nota publicada na semana passada não menciona que Bitencourt ocupa o cargo graças à influência da maçonaria, embora este fato seja verdadeiro.

Filmes de terror
Em um estudo liderado por Sarah Erickson, do Departamento de Ciências da Universidade de Michigan em conjunto com a Universidade de Wisconsin, os cientistas descobriram que assistir a filmes de terror ou alguns programas de televisão podem deixar algumas pessoas sentindo medo por muitos anos.
Esse estudo seguiu outro feito em 1999, quando foi descoberto que muitos adultos sentiam medo e ansiedade por causa dos filmes de terror ou programas de televisão com conteúdo perturbador que assistiram durante a infância e adolescência.
O novo estudo capturou a evolução do conteúdo da mídia e das respostas do público que não foram abordadas no estudo de 1999. Essa pesquisa é muito importante, pois um programa de televisão ou filme de terror pode aterrorizar as pessoas até anos mais tarde e os avanços em tecnologia digital e o acesso a serviços de transmissão de vídeos, como Netflix, aumentam as chances das pessoas serem expostas a estímulos mais aterradores.
Os pesquisadores verificaram que os jovens expostos a momentos de medo usavam estratégias de comportamento de sobrevivência, como cobrir seus olhos ou sair da sala. Já as pessoas mais velhas usavam estratégias cognitivas, como dizer a si mesmas “é apenas um filme” ou “isso nunca poderia acontecer na vida real”.
Quase 220 participantes participaram do estudo, em que foram convidados a refletir sobre experiências de medo na infância, antes dos 13 anos de idade, e depois como adolescente ou adulto. Os participantes responderam perguntas sobre a duração da sensação de medo, os mecanismos e as fontes do conteúdo, bem como as formas em que enfrentaram os medos.
Essas experiências envolviam algum programa da mídia que perturbou ou assustou a pessoa tanto que o efeito emocional continuou mais tarde. Os pesquisadores observaram que 165 tiveram uma experiência de medo durante a infância e 128 tiveram quando adulto.
A maioria dos participantes disse que durante a infância, monstros sobrenaturais, como zumbis ou extraterrestres, foram os principais culpados na produção de medo. Quanto à duração, 39% disseram que o susto de infância durou até anos depois e afetou comportamentos normais, como dormir e comer. E 58% reportaram que sofreram de ansiedade e 18% tiveram medo de morrer.
Para adolescentes e adultos, experiências assustadoras foram associadas a náuseas, aumento da frequência cardíaca e medo de morrer.
Os pesquisadores também observaram como histórias não baseadas em ficção, incluindo documentários e notícias, se encaixam em respostas de medo. A violência na mídia, incluindo a cobertura dos ataques do World Trade Center em 11 de setembro de 2001, contribuiu para aumentar o medo de seres humanos perversos em adolescentes e adultos.
Adolescentes e adultos são mais capazes de usar lógica e raciocínio para lidar com suas respostas ao medo, enquanto as crianças devem confiar em comportamentos como evitar estímulos assustadores ou buscar conforto físico, concluíram os pesquisadores. Em suma, as crianças e adolescentes devem ser mantidos longe de filmes de terror e programas sensacionalistas sobre violência.
— Mario Eugenio Saturno (São José dos Campos-SP)

Petrobras e Petrolão
Mais uma vez a Petrobras paga caro pelas roubalheiras durante o Petrolão, desgoverno Lula e Dilma, que insistem em dizer que nada sabiam a respeito. E o ex-sultão do Agreste ainda quer ser presidente, pois não reconhece as tramóias com seus comparsas e a Dilma com a refinaria de Pasadena no Texas.
Em Nova York, a Petrobras foi obrigada a assinar um acordo com os investidores estrangeiros e vai pagar US$ 3 bilhões em três parcelas — uma de imediato —, enquanto por aqui está raspando o tacho na tentativa de recuperação dos R$ 40 bilhões roubados — só conseguiram R$ 1,4 bilhão com muito custo. E ainda financiaram a Odebrecht que confessou as tramóias em 136 parcelas, com juros subsidiados. Péssimo negocio, pois agora insistem em reverter o lucro a base do botijão de gás dos pobres, que subiu 67% em 2017.
Esse é o retrato do Brasil, onde os que roubam conseguem os benefícios da prisão domiciliar. São os mesmos que desviaram os recursos e ainda conseguem parcelamento das dividas com juros subsidiados. O resto é o resto.
— José Pedro Naisser (Curitiba-PR)

Reforma vai
combater privilégios?
A reforma da Previdência vai combater privilégios?
A resposta é não. O discurso oficial da equipe do presidente Michel Temer não está exposto no texto atual da reforma da Previdência, pois não inclui uma proposta para endurecer as regras de aposentadoria de privilegiados como políticos e militares, por exemplo. Quem sofrerá realmente na pele, as mudanças propostas como a elevação da idade mínima para 65 anos para os homens e 62 anos para as mulheres para dar entrada na aposentadoria, além de o mínimo de 40 anos de contribuição para conseguir o benefício integral, será o trabalhador segurado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e algumas categorias de servidores públicos.
E exatamente pelo discurso não bater com a realidade, o Governo Federal já sofreu um duro golpe em ter que “empurrar” a votação na Câmara dos Deputados para 2018. Apesar de manter uma postura otimista, a equipe e os aliados de Temer não conseguiram garantir o número necessário de votos para garantir que a proposta de reforma fosse aprovada no Plenário da Câmara.
E, certamente, terá dificuldades em aprovar a proposta em ano eleitoral. Isso porque em entrevistas recentes, lideranças de partidos da base aliada avaliam que o adiamento da votação da reforma da Previdência para fevereiro de 2018 reduz as chances de aprovação da proposta. A avaliação é de que a proximidade com as eleições de outubro do próximo ano aumenta a resistência dos parlamentares, que temem desgaste eleitoral.
A rejeição atual da proposta da reforma, apesar de ser mais política do que social, favorece para que a sociedade participe mais do debate e que mudanças no texto da reforma sejam realizadas para combater as injustiças e também diminuir verdadeiramente os privilégios.
Coaduno com a opinião do senador Paulo Paim (PT) que disse que o governo mente quando afirma, em propaganda sobre a reforma da Previdência veiculada nos meios de comunicação, que as mudanças propostas não prejudicarão os trabalhadores. Isso porque o primeiro efeito da reforma é extinguir a aposentadoria por tempo de serviço e os homens terão de trabalhar cinco anos a mais e as mulheres, sete anos.
Vale ressaltar que além de não acabar com os privilégios, o Governo Federal também defende três mentiras: que a aposentadoria rural não irá mudar, que a aposentadoria especial não terá nenhuma alteração e que a idade mínima será de no máximo 65 anos para homens e 62 anos para mulheres. Bem, a aposentadoria rural, pelo texto atual passará a ter contribuição, ou seja, diferente de hoje que não é necessário. Nas propagandas também ouvimos que a aposentadoria especial não vai se alterar, mas vai, pois para o servidor necessitará que demonstre o dano à saúde (não basta a mera exposição). E a idade mínima pode aumentar, desde que a expectativa de vida aumente.
Além disso, o Governo Federal não apresentou também nenhuma proposta concreta para cobrar os maiores devedores da Previdência no Brasil: as grandes empresas. Elas têm, segundo levantamento da CPI da Previdência Social do Senado Federal, dívidas de mais R$ 1 trilhão, com valores atualizados pela taxa Selic. E são esses mesmos grandes empresários devedores que clamam e defendem as mudanças nas regras de aposentadoria no país.
Ou seja, o privilégio das grandes empresas também não está sendo combatido e nem existe uma proposta real para que essas dívidas sejam pagas num futuro breve.
Portanto, o texto atual da reforma só afasta o trabalhador da aposentadoria, sem uma contrapartida justa. E também não combate os privilégios de militares e políticos e também das grandes empresas quando o assunto é Previdência Social.
— Murilo Aith (São Paulo-SP)



web foto do leitor 1 1918

“Foto do Leitor”

Inauguração da escola
“Dr. Genésio Boamorte”

web foto do leitor 2 1918— Fotos de 1971, do arquivo do servidor público aposentado Edilson Arcoleze Ramos de Castro, mostra a construção da escola estadual “Genésio Boamorte”, de Santa Cruz do Rio Pardo. Em seu acervo, Edilson também guarda jornais da época, como “A Folha” de 31 de março de 1973 que narra a inauguração da escola, seis dias antes. O texto diz que a nova instituição de ensino vai atender estudantes principalmente dos bairros São José e vila Fabiano. Segundo o jornal, diversas autoridades participaram a solenidade de inauguração, entre elas o então prefeito Joaquim Severino Martins, o vice Aniceto Gonçalves, o delegado de ensino Eugênio César Bertoncini, o presidente da Câmara Sebastião Botelho de Souza, o delegado de polícia Aguinaldo de Lima Viotti e o diretor do “Instituto de Educação Leônidas do Amaral Vieira”, Sebastião Jacyntho da Silva. A reportagem diz que a solenidade terminou com o oferecimento de um coquetel.

Sobre Sergio Fleury 1851 Artigos
Proprietário e Editor do Jornal Debate