Walquíria Molina, a voz que se calou

Walquíria era advogada, mas tinha a música como verdadeira paixão

Advogada morreu domingo, aos 43 anos

Cantora lançou vários CDs

A advogada Walquíria Molina morreu na madrugada do último domingo, 4, aos 43 anos. Ela estava internada na Santa Casa de Santa Cruz do Rio Pardo e não resistiu aos problemas estomacais que enfrentava há muito tempo. Nos últimos quatro anos, por exemplo, Walquíria passou por cinco cirurgias no estômago e teve um AVC hemorrágico. No entanto, se recuperava e voltava ao trabalho — e à música, sua grande paixão.
Como cantora, Walquíria começou a ser notada ao se apresentar em festivais de música. Dona de uma voz impecável, ela teve uma carreira musical em São Paulo, onde morou na década de 2000 e quando estudava na escola “Companhia das Cordas”, no bairro de Pinheiros. Na época, gravou vários CDs e se apresentou com as bandas “Dejavu” e “Quarteto de Jazz”.
Seu disco mais expressivo talvez seja “500 anos, a canção”, lançado em 2000 por ocasião dos festejos da data em todo o País.
Em Santa Cruz, Walquíria já se apresentou em eventos oficiais e no Icaiçara Clube.
Anos depois, ela decidiu voltar a Santa Cruz do Rio Pardo e cursou Direito na FIO de Ourinhos, onde se formou e fez pós graduação. Era advogada ativa na comarca desde 2009, muito provavelmente por influência do pai, o delegado aposentado e também advogado Dinair Molina.
Há alguns anos, Walquíria começou a ter problemas de saúde. Passou a conviver com internações frequentes e sofreu cinco cirurgias no estômago no período de quatro anos, algumas com alto risco, além de um AVC hemorrágico. No entanto, comentava o assunto nas redes sociais com muita coragem. “Sabe o que me faz viver? Sorrir, ser boba, rir, conta piada no hospital como se o quarto fosse uma festa”, escreveu em abril do ano passado.
No domingo, 4, não conseguiu vencer os problemas de saúde e, às 5h, sua voz se calou para sempre. Walquíria foi sepultada no Cemitério da Saudade às 16h, em clima de forte emoção. A advogada deixou a filha Mariana Molina.

Sobre Sergio Fleury 1988 Artigos
Proprietário e Editor do Jornal Debate