Otacílio muda reforma de pastas e Comunicação continua a existir

Otacílio cortou cargos, mas algumas vagas ainda vão continuar existindo

A Câmara de Santa Cruz do Rio Pardo aprovou na manhã de quinta-feira, 15, um projeto que consolida a organização administrativa do governo. Algumas mudanças já tinham sido anunciadas pelo prefeito Otacílio Assis (PSB), quando disse que iria extinguir cargos comissionados e até secretarias. O objetivo, segundo a administração, é acabar com uma série de “remendos” na legislação municipal feitos desde o governo de Manoel Carlos Manezinho Pereira (1993-1996). Desde então, uma lei era remetida à outra sucessivamente. Agora, todas foram unificadas numa única legislação.
No entanto, apesar da promessa do prefeito, a secretaria de Comunicação não foi extinta, mas mudou o nome para “Gestão e Comunicação Social”. A secretaria será ocupada a partir de janeiro pelo atual assessor de Coordenação Política, Célio Gimarães, cujo cargo também não será extinto, mas ficará vago. A explicação é será preciso manter a dotação publicitária.
Na prática, Guimarães vai acumular as duas funções, uma vez que é o único do governo que faz a ligação entre o Executivo e os vereadores. O atual assessor, por exemplo, acompanha a todas as sessões da Câmara.
O único cargo efetivamente extinto na administração será a chefia de gabinete. Em seu lugar, haverá um diretor ligado ao secretário de Administração, com salário menor.
Outra mudança significativa é a união da secretaria de Assistência Social com a dos Direitos da Pessoa com Deficiência. A titular da nova pasta unificada será Eliane Botelho, enquanto o atual titular da Assistência Social, Fernando Azevedo Rampazio, voltará ao cargo de origem na administração.

Críticas

Apesar do projeto com mais de 400 páginas ter sido disponibilizado aos vereadores no dia anterior, a Câmara aprovou sem problemas as mudanças na estrutura organizacional do município. Apenas o vereador Luiz Vanderlei “Baiano” Freire de Souza (PSDB) votou contra, enquanto Murilo Sala (SD) se absteve. “Não tive tempo para ler as mais de 400 páginas e por isso não posso votar”, justificou Murilo.
Vanderlei criticou duramente a proposta do prefeito, garantindo que unir duas secretarias numa só não vai funcionar. “É o mesmo que assobiar e chupar cana ao mesmo tempo”, comparou.
O tucano também fez duas críticas à desnecessidade de nível superior para qualquer secretário. De fato, diploma universitário não é requisito sequer para a secretaria de Negócios Jurídicos. No entanto, na nova estrutura, cargos menores subordinados aos secretários exigem curso superior.

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