Mãe do deputado Camarinha, que era de S. Cruz, morre em Marília

SANTA-CRUZENSES — Maria e Josué, que constituíram família em S. Cruz antes de se mudarem para Marília

Morreu em Marília aos 92 anos de idade a aposentada Maria do Carmo Guimarães Camarinha, mãe do deputado estadual Abelardo Camarinha e avó do ex-prefeito Vinícius Camarinha. Maria é viúva do cartorário Josué Francisco Camairnha, que morreu em 2006. Ela nasceu em Santa Cruz do Rio Pardo.
O casal morou em Santa Cruz durante muitos anos, onde Josué participou ativamente da política local, até a década de 1950, quando a família se transferiu para Marília com o objetivo de comandar um cartório. A paixão política, contudo, continuou no filho Abelardo Camarinha e no neto Vinícius. Ambos foram prefeitos e deputados por Marília durante várias legislaturas.
Maria do Carmo estava internada na Santa Casa de Marília há algumas semanas, mas sua saúda piorou e ela morreu no dia 7 de abril.
A aposentada foi professora durante quarenta anos no grupo “Tomás Antônio Gonzaga” e outras escolas de Marília. Maria do Carmo recebeu o título de “cidadã mariliense” em 1998.
Parte da família permaneceu em Santa Cruz, como o irmão Marcílio Guimarães, que foi candidato a prefeito nas eleições de 1972, sendo derrotado por Joaquim Severino Martins. O pecuarista morreu em 2010, aos 81 anos.

Última carta

O patriarca da família, o médico Abelardo Guimarães — hoje nome do mais imponente edifício de Santa Cruz do Rio Pardo, na avenida Tiradentes — era carioca, mas veio para o município ainda jovem. Ele foi prefeito da cidade nos anos 1930 e morreu como dirigente do antigo MDB de Santa Cruz do Rio Pardo.
Abelardo se casou duas vezes, tendo vários filhos. Marcílio e outros são frutos do primeiro casamento.
Quando o médico morreu, em 1978, houve um episódio curioso que marcou a história do DEBATE. Abelardo morreu e estava sendo velado quando o Correio entregou uma carta dele para ser publicada no jornal. Foi a última correspondência escrita a mão por Abelardo. Ele elogiava o Supremo Tribunal Federal (STF) por não ter permitido a cassação do líder do MDB, Ulysses Guimarães. O País vivia a era da ditadura militar.

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