Otacílio avisa: não vai construir sanitários em praças públicas

SAUDOSISMO? — Sanitário da praça central foi demolido em 2003 e Otacílio diz que não vai reconstruir

Prefeito diz prioridade de sanitário
é só para quem consome álcool

Foto: DEBATENem adianta os vereadores apresentarem requerimentos ou a população protestar que o prefeito Otacílio Parras Assis (PSB) não vai construir nenhum sanitário em praças públicas de Santa Cruz do Rio Pardo. Em entrevista ao radialista Diego Singolani, da 104 FM, Otacílio deixou claro que não vai construir banheiros públicos, lembrando que a praça Carlos Queiroz, onde se realiza a “Feira da Lua”, já possui um sanitário exclusivo para crianças.
Os adultos, segundo o prefeito, devem se programar antes de sair de casa. Otacílio comentou a respeito do impasse com comerciantes de “food trucks”, que reclamam da falta de estrutura nas noites de sextas-feiras, quando o grupo costuma se reunir na mesma praça da “Feira da Lua”. Uma das reclamações é a falta de pontos para energia elétrica para trailers.
Otacílio disse que os comerciantes não podem utilizar pontos que já existem porque podem provocar sobrecarga de energia. Ele citou, por exemplo, o recente incêndio na indústria de sorvetes Beguetto, no bairro da Estação, cuja causa pode ter sido um curto-circuito. Entretanto, o prefeito explicou que a prefeitura está realizando estudos para o problema.
Sobre os sanitários, Otacílio foi claro que é contra este tipo de construção em praças públicas. Ele lembrou que os banheiros que existiam — e foram demolidos no governo de Adilson Mira (PSDB) — tinham se transformado em locais propícios para ladrões e usuários de drogas. “Ninguém podia entrar no banheiro que logo era assaltado”, explicou.
Para o prefeito, quem vai saborear um lanche e sair de casa não vai ficar “três ou quatro horas” na rua. “É só planejar. O banheiro só é prioritário para aqueles que vendem bebida alcoólica, quando clientes ficam horas no local”, afirmou.
Otacílio também não aceitou a proposta dos comerciantes de “food trucks” de construir um sanitário mediante divisão do custo com o grupo. “O problema não é a construção, mas o sistema e a manutenção do banheiro. Construir é o mais barato, mas há consequências para a manutenção, com a contratação de funcionários e seguranças”, explicou.
A solução, segundo ele, é o grupo de comerciantes alugar, por conta própria, vários banheiros químicos.

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