Sueli e Agenor evitam o encontro direto no fórum

Sueli Feitosa ficou cerca de 3 minutos com Agenor na sala de audiência

A ex-tesoureira da prefeitura de Santa Cruz do Rio Pardo, Sueli de Fátima Feitosa, não ficou muitos minutos perto do atual presidente da Codesan, Cláudio Agenor Gimenez, na audiência de tentativa de conciliação realizada na última quarta-feira, no Cejusc do Juizado de Pequenas Causas. O procedimento é obrigatório no processo em que Agenor pede indenização a Sueli por ter sido acusado publicamente de ser um dos beneficiários do desvio milionário de dinheiro público. O esquema criminoso, descoberto no final de 2016, era operado por Sueli, mas a ex-tesoureira disse que Agenor a ameaçava para que ela entregasse dinheiro desviado em envelopes.
O ainda presidente da Codesan, já que vai deixar o cargo no final do mês, está pedindo R$ 20 mil como reparação para os danos morais causados pela “delação pública” de Sueli Feitosa.
Na tarde de quarta-feira, a audiência obrigatoriamente deveria contar com um “mediador”, tarefa que curiosamente recaiu sobre o advogado João Marcelo Santos (DEM), que é vereador da base governista.
Sueli e Agenor ficaram pouco tempo na sala do Cejusc, aguardando a audiência. Quando entraram, não ficaram mais do que três minutos, sinalizando que nenhuma das partes deseja se conciliar.
Quando acionou Sueli na Justiça, Cláudio Agenor Gimenez foi às emissoras de rádio de Santa Cruz dizer que vai doar o dinheiro da indenização, caso vença o processo, aos cofres do município. Os R$ 20 mil, caso o valor máximo pedido seja mantido no caso da procedência da ação, é muito baixo perto do total estimado do desvio provocado pelo esquema criminoso: mais de R$ 7 milhões.

Mira x Agenor

Se é autor da ação indenizatória contra Sueli Feitosa, Cláudio Agenor Gimenez figura como réu em outro processo. Ele está sendo acionado pelo ex-prefeito Adilson Mira (PSDB), que pede reparação judicial alegando ter sido ofendido por Agenor nas redes sociais.
Quando a existência do processo veio a público, o atual presidente da Codesan disse, em entrevista a emissoras de rádio, que o motivo era uma reportagem do jornal sobre o desvio de dinheiro público, sem esclarecer o caso. Hoje, sabe-se que, na verdade, Agenor fez comentários em rede social tendo por base reportagens do jornal.
Na semana passada, o ex-prefeito Adilson Mira requereu ao juiz a dispensa da audiência de tentativa de conciliação, alegando que provavelmente não haverá acordo com as partes. No entanto, a Justiça indeferiu o pedido, esclarecendo que este tipo de audiência é obrigatório, inclusive impondo revelia ao réu ou extinção do processo ao autor em caso de ausência. A reportagem não conseguiu mais informações sobre o processo movido por Adilson Mira contra Agenor.

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