Uma aula de história e do rádio

RESPIRANDO HISTÓRIA — Prado e o radialista José Eduardo Catalano conversaram duas horas com o público

O radialista José Eduardo Catalano e os historiadores Celso
Prado e Junko Sato encantaram o público em ‘roda de conversa’

O secretário de Cultura, Frednes Botelho, e os dois palestrantes, Celso Prado e José Eduardo Catalano

Os historiadores Celso Prado e Junko Sato, ao lado do advogado e radialista José Eduardo Catalano, participaram na noite de quinta-feira, 27, de uma “roda de conversa” numa das salas da Biblioteca Municipal “Abílio Fontes”. O evento fez parte da sétima edição da Flisc — Feira do Livro de Santa Cruz —, que terminou ontem. O debate contou com a presença de frequentadores da biblioteca e alunos da rede pública da cidade.
José Eduardo Catalano — que está completando 70 anos no rádio — contou sua trajetória como comunicador e episódios pitorescos da vida política de Santa Cruz. Já Celso Prado e Junko Sato abordaram temas como o início da cidade, seu desenvolvimento a partir do final do século XIX e a forte influência dos coronéis.
Em determinados momentos, os temas se entrelaçaram. Catalano contava histórias que envolviam vultos do passado e Celso Prado aproveitava o “gancho” para voltar décadas atrás.
Um dos assuntos de Prado que mais despertou atenção — e perguntas — da plateia foi a trajetória do coronel Tonico Lista, um dos mitos da história de Santa Cruz do Rio Pardo. O coronel foi o chefe político absoluto da cidade até ser assassinado, em julho de 1922.
José Eduardo Catalano arrancou risos várias vezes, como a história que contou sobre o folclórico ex-vereador Wilson Primo de Souza, que morreu em 2013. Como o mais votado nas eleições de 2000, coube ao vereador semianalfabeto presidir a sessão de posse, quando Catalano já era o assessor do Legislativo. Como tinha dificuldades para a leitura, Catalano combinou com Primo como ele deveria se comportar, através de números escritos numa folha de papel. Primo decorou tudo, mas a “senha” para transferir a palavra ao assessor era uma folha de branco. Neste ponto, o vereador, nervoso, se esqueceu. Naquele instante, olhou para Catalano e viu a folha em branco. “Mas não tem nada escrito”, disse no microfone, num recinto lotado.

Sobre Sergio Fleury 4568 Artigos
Proprietário e Editor do Jornal Debate