Zanata: ‘Como a terra fez o homem’

Como a terra fez o homem

João Zanata Neto *

A terra levou bilhões de anos para atingir o seu estado atual. Os seres humanos, alguns milhões de anos. Durante este tempo, a humanidade enfrentou cataclismos, colocando em risco a sua sobrevivência. O dinamismo do planeta fez com que o homem sofresse adaptações em seu corpo.
A humanidade contemporânea, nos primórdios da sua formação, foi constituída por duas categorias de homens: uma retardada que evoluiu lentamente pela seleção natural das espécies e outra mais evoluída, advindas das levas exiladas de Capela (estrela de primeira grandeza da constelação do Cocheiro).
Os cataclismos antigos eram necessários para o sofrimento coletivo tanto quanto os modernos, visto que o homem pouca coisa evoluiu em todo esse tempo, e o sofrimento continua sendo o elemento mais útil ao seu progresso espiritual.
A ciência desvendou a evolução do homem primitivo até o homo sapiens sapiens, mas não encontrou o elo evolutivo que une o homem moderno aos primitivos. Isto ocorre porque a lenta evolução do hominídeo foi mesclada com a primeira leva dos capelenses. Esta primeira leva não tem uma data conhecida. Os capelenses formaram a sociedade que habitava o continente da Lemúria. Estes capelenses eram um homem um pouco melhor que os animais. Contudo, não houve uma regeneração destes capelenses e o continente da Lemúria submergiu em um cataclismo de grandes proporções. Os aborígenes da Austrália são remanescentes desta civilização pós-cataclismo. Estas mortes coletivas fazem parte de um expurgo cíclico que normalmente ocorre no final de um ciclo. Os espíritos não regenerados são exilados para outros planetas primitivos.
A segunda leva de capelenses encarnou nos descendentes dos homo sapiens e formaram a civilização de Atlântida. Estes capelenses vieram mais evoluídos e trouxeram grandes avanços culturais. Da mesma forma, não se pode precisar a data em que esta nova geração se iniciou.
Apesar do progresso tecnológico e cultural, a civilização Atlântida também não logrou a esperada evolução moral do projeto divino. Por tal razão este continente também submergiu. Os chineses, mongóis em geral, inclusive os javaneses, são na Ásia os remanescentes desses povos no seu período de natural decadência etnográfica.
Com a chegada dos remanescentes da Atlântida, os povos Hiperbóreos (povos que habitam o extremo norte da Europa e da Ásia) ganharam forte impulso civilizador e, após várias transformações operadas no seu tipo fundamental biológico, por efeito do clima, dos costumes e dos cruzamentos com os tipos base, estabeleceram os elementos etnográficos essenciais e definitivos do homem branco, de estatura elegante e magnífica, cabelos ruivos, olhos azuis, rosto de feições delicadas.
Nessa época, esse continente começou a sofrer um processo de intenso resfriamento que tornou toda a região inóspita, hostil à vida humana. Por essa razão, os Hiperbóreos foram obrigados a emigrar em massa e quase repentinamente para o sul, invadindo o centro do planalto europeu, onde se procuraram estabelecer. Este período pode representar a última era glacial onde se constatou o aumento do cérebro humano. Nestes períodos de cataclismos a taxa de natalidade aumenta substancialmente para repor as perdas populacionais.
Como se observa, a Quinta Raça foi a última, no tempo, e a mais aperfeiçoada, que apareceu na Terra, como fruto natural de um longo processo evolutivo.
Estas afirmações são um extrato da obra de Os Exilados da Capela de Edgard Armond que trata de forma abrangente a evolução espiritual da humanidade terrestre segundo tradições proféticas e religiosas, apoiadas em considerações de natureza histórica e científica. Vale a pena ler. (disponível para download).

* João Zanata Neto é escritor santa-cruzense, autor do romance “O Amante das Mulheres Suicidas”.

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