Empresa Riopardense tem ônibus com bloqueio por ‘estelionato’

‘PROCURADO’ — Veículo com bloqueio circulava pelas ruas de Piraju

Veículo era usado no transporte urbano de
Piraju antes de rompimento do contrato

Alvo de uma CPI em Piraju e criticada em todos os municípios onde ainda opera, já que teve o contrato rompido em alguns deles, a Riopardense está tendo ônibus apreendidos pela polícia por irregularidades e falta de documentação. O caso mais recente aconteceu em Paranapanema, quando um ônibus de transporte escolar foi apreendido pela polícia. Na quinta-feira, 25, a prefeitura anunciou o rompimento do contrato com a empresa.
Mas há outros problemas. O ônibus placas DAJ-7799, por exemplo, está sendo procurado por bloqueio de estelionato. O veículo era usado pela empresa no transporte coletivo em Piraju, que teve o contrato rompido em março deste ano.
Há suspeita de que o ônibus esteja em Santa Cruz do Rio Pardo, mas a reportagem não conseguiu confirmar as placas dos coletivos que fazem as linhas urbana no município.
A Riopardense está funcionando de forma precária em Santa Cruz do Rio Pardo. Há duas semanas, o gerente da empresa, Luiz Roberto de Oliveira, denunciou à imprensa que o dono não aparece na cidade e que parte do dinheiro arrecadado, inclusive R$ 15 mil pagos pela prefeitura, é depositada diretamente na conta do empresário. Luiz Roberto também contou que o proprietário da empresa, de nome Samuel, chegou a entrar no pátio durante madrugadas para retirar óleo diesel e até veículos em boas condições.
Na semana passada, após a CPI de Piraju apurar que houve até ameaças de morte naquela cidade, surgiram rumores de que Luiz Roberto teria abandonado a sede da empresa. Ele desmentiu, explicando que levou o computador para trabalhar em casa. “O problema é que invadiram a sede para roubar e decidi levar o computador para casa, já que não há mais nada para pegar na empresa”, disse. Roberto não acredita que seja alguém interessado em algum documento. “É ação de molecada mesmo. Deixaram até um chinelo”, disse.
O gerente voltou a dizer que a Riopardense, na atual situação, não vai suportar se manter. Segundo ele, no último final de semana — de quinta a domingo —, a empresa não arrecadou sequer R$ 300 com o transporte de passageiros. “Domingo só dá idoso para o baile. No período da tarde, carregamos 63 idosos e apenas quatro pagantes”, afirmou.
Luiz Roberto disse que o proprietário sequer compareceu a uma audiência na Justiça do Trabalho na semana passada. “A situação está feia”, avaliou. Segundo o gerente, a Riopardense também tem problemas com fornecedores, principalmente quando um dos dois únicos veículos em funcionamento sofre alguma pane.

  • Publicado na edição impressa de 28/04/2019
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