Em Piraju, intimação da CPI vira caso de policía

CONFUSÃO — O presidente da CPI, Érico Tavares, chamou a polícia

Presidente da CPI foi agredido por empresário
e registrou queixa na polícia por desobediência

Os vereadores que integram a “CPI da Circular”, que investiga a Riopardense em Piraju, foram agredidos ao tentar intimar o dono da empresa “Del Oeste”, Pedro Henrique. O incidente aconteceu na terça-feira, 7, e o presidente da comissão, Érico Tavares, chegou a ser empurrado e agredido. O vereador registrou queixa na polícia por desobediência e agressão.
Os parlamentares da CPI foram à sede da “Del Oeste” porque um funcionário da Câmara tentou intimar o proprietário dias antes, para prestar depoimento na comissão, mas o dono se negou a assinar. Na terça-feira, todos os vereadores resolveram comparecer à sede da empresa de ônibus.
Após a agressão, os vereadores acionaram a Polícia Militar, que conduziram o empresário até a Delegacia. Ele pode responder a um processo crime.
Pedro Henrique e o proprietário da Riopardense, Samuel Silva Santos, foram convocados para depor na sessão da última sexta-feira. No entanto, nenhum deles compareceu.
Os vereadores que compõem a CPI estudam a possibilidade de acionarem a Justiça para que os dois empresários sejam conduzidos coercitivamente para as oitivas. Neste caso, eles seriam levados à força e escoltados pela polícia.
Outro ausente na CPI foi o secretário de Administração Paulo Sara, envolvido diretamente por uma testemunha em denúncia de corrupção. Segundo Kleber Aparecido Paulino, ex-funcionário da “Del Oeste”, Sara teria usado a conta do jornal “Observador”, do qual era o proprietário até 2018, para o recebimento de propinas. O dinheiro, segundo a denúncia, era direcionado ao prefeito José Maria da Costa. Em troca, a Riopardense seria privilegiada nas licitações. Kleber explicou que as empresas “Del Oeste”, Riopardense e “Viação Piraju” formam um cartel para se beneficiar de dinheiro público.

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Proprietário e Editor do Jornal Debate