Operação contra pedofilia prende 12 na região, inclusive um padre

O padre Denismar Rodrigo André, 42, foi preso por armazenar conteúdo pornográfico infantil

Entre os envolvidos, está padre que atuava em Marília;
Diocese regional já emitiu nota repudiando o fato

Uma operação do Deinter-4 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), que atua em 76 municípios da macrorregião, acabou com doze pessoas presas por exploração de conteúdo pornográfico infantil na quarta-feira, 10, em várias cidades.
Entre os presos, estão padre, fotógrafo, analista de TI e outros nove profissionais liberais. A “operação Querubim” foi considerada a maior da região contra este tipo de crime.
Nenhum nome foi divulgado pela Polícia Civil. No entanto, Denismar Rodrigo André, 42, padre de uma igreja em Marília, é um dos presos e teve a identificação vazada momentos após a operação. A Diocese da região já publicou nota lamentando o fato. Segundo consta, um irmão do padre também é investigado.
Em sua residência, Denismar guardava brinquedos, bonecas e ursos de pelúcia. Foram recolhidos, também, produtos digitais, como pendrives.

Polícia Civil encontrou brinquedos de pelúcia e bonecas na casa do padre de Marília

O procedimento contra crimes de pedofilia foi resultado de quatro meses de investigação. A força-tarefa envolveu o setor de inteligência.
Investigadores rastrearam mais de 20 mil IPs de computadores e dois mil arquivos. Eles também observaram a movimentação dos até então suspeitos na ‘deep web’ — uma internet oculta que não indexa mecanismos de busca.
A força-tarefa chegou a alvos moradores em Bauru, Jahu, Marília, Ourinhos, Tupã, Ubirajara, Pederneiras e Promissão. Na busca e apreensão desencadeada na região, foram recolhidos computadores, pendrives, HDs, DVDs, brinquedos e até armas municiadas. Não foram divulgadas informações sobre a procedência dos armamentos.
O delegado da operação, Ruy Ferraz Fontes, lamentou o fato e disse que o conteúdo encontrado “enojou” até os policiais mais experientes.
Se condenados pela Justiça, os suspeitos podem ser apenados de um a quartro anos por armazenar conteúdo infantil. Caso tenham compartilhado os arquivos, a pena sobe para três a seis anos.

  • Publicado na edição impressa de 14/07/2019
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