Justiça autoriza ‘condução coercitiva’ para CPI ouvir dono da Riopardense

O empresário Samuel Silva Santos, dono da Riopardense, aparece em fotos ao lado de aviões

Justiça concedeu tutela para
empresário ser levado à CPI

Sérgio Fleury Moraes
Da Reportagem Local

O empresário Samuel da Silva Santos, dono da Riopardense, deverá ser conduzido de forma coercitiva para depor na CPI de Piraju que investiga irregularidades e favorecimento no transporte urbano daquela cidade. A juíza Cyntia Menezes de Paula Straforini, da comarca de Piraju, concedeu uma medida cautelar e expediu um mandato de condução coercitiva contra Samuel Santos.
A CPI da Câmara de Piraju investiga denúncias de favorecimento do prefeito José Maria Costa à empresa de ônibus. Uma testemunha afirmou que a Riopardense teria pago propina ao prefeito, sendo que o dinheiro fora depositado na conta de um jornal de propriedade de um secretário de Costa.
Samuel Silva foi intimado para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito, mas não compareceu. Ele também foi notificado através do Correio e por edital, mas não apareceu.
Os vereadores apelaram ao Poder Judiciário, que expediu a medida de condução coercitiva.
Samuel, que mora em Barueri — a 300 quilômetros de Piraju —, será encaminhado pela polícia “à força” para ser ouvido pela CPI. Se resistir, corre o risco de ser preso.
O empresário também é dono das empresas “Kaçula” e “Rápido Turismo”, todas também com problemas nos municípios em que opera. Em Santa Cruz, segundo o gerente da Riopardense, Samuel abandonou a empresa sob comando de funcionários.

  • Publicado na edição impressa de 21/07/2019
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