Piraju: juíza quebra sigilo de um jornal a pedido da ‘CPI da Riopardense’

O empresário Samuel Silva Santos, dono da Riopardense, aparece em fotos ao lado de aviões

Medida abrange período em que
dono era o assessor do prefeito

A juíza Luciane de Carvalho Shimizu, da comarca de Piraju, autorizou a quebra do sigilo bancário do jornal “Observador”, atendendo à Câmara Municipal da cidade, onde existe uma CPI que investiga irregularidades na concessão do serviço de transporte coletivo urbano. O dono do grupo da Riopardense passou a ser o principal investigado pela CPI desde que uma testemunha contou que houve pagamento de propina ao prefeito José Maria Costa.
Segundo a denúncia, para não levantar suspeitas o dinheiro era depositado na conta do jornal “Observador”, cujo dono era Paulo Sara, membro do primeiro escalão do prefeito José Maria.
O jornal, porém, foi vendido em 2017 a Kelson Godoy, que assumiu o “Observador” em janeiro do ano seguinte. Ele já depôs na CPI e disse que não tem conhecimento de fatos anteriores à sua propriedade no jornal.
A quebra do sigilo bancário abrange o período de janeiro de 2017 a maio de 2018.
A Justiça também autorizou a condução coercitiva do dono da Riopardense, Samuel Silva Santos, para depor na CPI em Piraju. Aparentemente, ele ainda não foi encontrado pela polícia.

  • Publicado na edição impressa de 04/08/2019
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