Funeral do ‘Zé da Beata’ é destaque na revista do Palmeiras

Revista do Palmeiras entrevistou Solange

Diego Singolani
Da Reportagem Local

A inusitada história de amor do aposentado José Roberto da Silva, o “Zé da Beata”, com seu time do coração ganhou as páginas da revista oficial da Sociedade Esportiva Palmeiras. Morto em novembro de 2018, aos 56 anos, devido a complicações do diabetes, Zé da Beata teve realizado seu último desejo: ser enterrado em um caixão com as cores e o distintivo do “Verdão”. Através de uma reportagem publicada pelo DEBATE, a história de Zé da Beata chegou até a capital. A matéria, assinada pelo editor Fernão Ketelhuth, foi destaque na edição de julho da revista do Palmeiras. A publicação tem tiragem de 135 mil exemplares e é distribuía aos sócios do clube e também vendida nas bancas.
A viúva de Zé da Beata, Solange Modesto Paixão, 47, estava ansiosa para receber seu exemplar pelos correios. Ela também foi ouvida pela reportagem do Palmeiras e deu detalhes sobre a relação do companheiro com o time. “O Zé me dizia que se eu não o enterrasse no caixão do Palmeiras ele voltaria para ‘puxar meu pé”, relembrou Solange.
O caixão alviverde foi encomendado por Zé da Beata cerca de um ano antes de sua morte. A viúva contou na época que o palmeirense era um torcedor fanático, daqueles que sofrem pelo time. “O Zé não perdia nenhum jogo. Nos últimos dias, mesmo internado, assistiu às partidas no hospital”, disse. Irreverente, Zé da Beata chegou a fazer uma outra exigência para seu funeral, esta, descumprida pela viúva. “Ele pediu que a família estourasse rojões, mas isso eu já achei demais, até para ele”, afirmou Solange. Zé da Beata deixou dois filhos.

Reveja a reportagem do DEBATE aqui.

  • Publicado na edição impressa de 15/09/2019
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