Família de Santa Cruz mantém tradição de almoço no ‘Dia das Crianças’

EM FAMÍLIA — Cleuma, sobrinha ‘adotada’ como filha por Geralda, ao lado de Cocão, filho legítimo

Idealizado pela saudosa Dona Geralda, almoço na Bom
Jardim acontece há décadas e reúne cada vez mais pessoas

André H. Fleury Moraes
Da Reportagem Local

As crianças da vila Bom Jardim já estão esperando o almoço de celebração do próximo sábado, 12, em comemoração ao seu dia. A tradição foi idealizada pela saudosa Geralda dos Reis Fernandes, morta em 2006, que há havia herdado o costume dos pais. Hoje, os responsáveis por manter o legado de Geralda é Cleuma de Jesus Cardoso Mazzini, 45, uma sobrinha que foi ‘adotada’ como filha por ela, e o filho legítimo José Raimundo Fernandes, o “Cocão”, 57. Ambos percorrem o caminho que era feito por “Tia Geralda” em busca de doações e ajuda para o almoço do Dia das Crianças.
No entanto, muita coisa mudou. O evento cresceu e as doações tiveram de aumentar. “Antes, a tia Geralda pedia as coisas aqui mesmo, nos bairros próximos. Hoje, não dá mais para suprir. Assim, a sociedade inteira se mobiliza para ajudar, o que é muito bom”, diz Cleuma de Jesus Cardoso.

“Cocão” e Cleuma continuaram a saga de “Tia Geralda” e promovem mais um almoço no sábado

Somente no ano passado, quase 1.000 pessoas compareceram ao almoço da Bom Jardim. “Estava fervendo”, avalia Cleuma. Embora sejam as crianças as protagonistas da confraternização, os adultos também são muito bem-vindos no local. No entanto, Cleuma avisa: os “grandões” só comem depois dos pequenos. “No dia 12, a hierarquia muda. E os adultos sabem e respeitam”.
Os preparativos começam dois dias antes, quando os alimentos começam a chegar. “O frango costuma vir no dia 11. Descongelamos e passamos a noite trabalhando”, disse Cleuma. Outra tradição da “Tia Geralda” foi mantida: a reza do terço antes do almoço.
Neste ano, a previsão é começar às 13h. Tudo o que sobra é doado a famílias carentes ou instituições assistenciais, como o Centro Social São José.
Para “Cocão”, a festa deste ano tem um significado especial. Ele teve um problema cardíaco grave, precisou passar por uma cirurgia delicada e ficou em coma vários dias. Estava praticamente desenganado, mas voltou à vida para continuar o legado da mãe Geralda — “e de Nossa Senhora Aparecida”, diz, lembrando a santa adorada pela mãe.
As doações — como macarrão, arroz, molho de tomate, refrigerantes ou óleo — podem ser feitas pelos telefones (14) 99606-9020 ou (14) 99695-4492 ou na residência, na rua Francisco Estevão, 215. 

  • Publicado na edição impressa de 06/10/2019
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