CARTAS – Edição de 20/10/2019

‘Um super herói de verdade’

Trabalho com uma sala de 4º ano na escola “Sinharinha Camarinha”, mas falo em nome das colegas dos outros 4º anos, Rose e Nara.
Nós, professoras desses respectivos anos, trabalhamos com o “Ler e Escrever”, um projeto de Língua Portuguesa da Secretaria da Educação. Algumas das atividades é a “Carta de Leitor” e pede-se, no final dele, para enviar uma carta ao jornal da nossa cidade. As crianças escolheram o DEBATE e a reportagem: “Um super-herói de verdade”. Pedimos então, em nome das crianças que produziram a carta, pois escolhemos uma em nome de todas elas, para que a nossa “Carta ao Leitor” seja publicada.
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Sr. diretor:
Nós, alunos dos 4ºs anos A, B, C, da E.E. “Sinharinha Camarinha”, lemos sua reportagem: “Um Super–Herói de Verdade.”
Gostamos muito da sua reportagem, então adoraríamos receber a visita do “super–herói” Marcos à nossa escola, se possível, porque ele passou a ser o nosso “Super–Herói”.
Queremos, também, parabenizá-lo pela bela reportagem.
— Alunos do 4ºs anos A, B, C da E .E Sinharinha Camarinha e professoras Fabiana, Nara e Rose (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)

Pedaço de mim
Sempre tive medo de ler a noticias postada no Facebook ou na TV aos finais de semana e me deparar com o desespero, porque meu safadão (como o Wesley era chamado pelos amigos), gosta da diversão ao extremo, de curtir sem pensar no amanha e não há conselho que o faça mudar de ideia, até que, numa manhã de domingo, enquanto eu me preparava para correr com meu marido, o telefone toca, no meu numero pessoal, era da Santa Casa, dizendo que meu filho precisava de um acompanhante. Fiquei tão perplexa, anestesiada, confusa, que disse que estava a caminho. Sem obter mais informações, entrei em contato com o pai dele para ir na frente, porque chegaria primeiro devido à distância e poderia confortar meu filhote. Neste tempo de tirar o carro da garagem, entrei em contato com algumas pessoas e pedi orações para ele, fui louvando a Deus para segurar a ansiedade e tentar me controlar, além de ir orando a favor do meu filho e levando comigo meu óleo de unção, o qual utilizei muitas vezes para ungi-lo e orar por ele.
Ao chegar à Santa casa, me deparei com o pai dele no celular, agitado, nem me viu, o chamei e ele me deu a pior notícia da minha vida, neste momento minhas pernas não seguravam mais meu corpo, o desespero tomou conta, gritei, chorei, me colocaram em uma cadeira de rodas, fui medicada e fiquei por um determinado tempo na santa casa, não sei ao certo quanto tempo, o tempo parou, estava sob forte emoção e efeito do calmante, ali não estava mais entendendo nada, só pensava no meu único filho, e a dor me corroía, pensamento, coração e alma.
Incrivelmente, colocaram o responsável pelo acidente do meu lado, sendo questionado por policiais. Cheguei a absorver parte da conversa e perguntei ao meu esposo se era sobre o acidente do meu filho, ele, com sua calma e sabedoria, conseguiu me distrair e fazer acreditar que era outro acidente, escutei o policial dando voz de prisão àquele que amputou um pedaço de mim, mas Deus, com sua infinita bondade colocou uma enfermeira que me retirou dali e me colocou em um quarto sozinha com meu esposo para que eu não tivesse ciência de que o motorista que causou o acidente estava do meu lado.
Depois de algum tempo, fui liberada; o médico me cumprimentou, estava inerte, não questionei tudo o que eu queria, perguntas ainda estão no meu coração: como ele estava? O que ele disse? Entre outras, mas não estava mais neste mundo, grande parte de mim havia partido com ele e, simplesmente, minha cognição não reagia, foram horas de angústias e conflitos, o que eu conhecia como justo, verdadeiro sobre fé, estava perdendo o sentido, hoje, 17/10, é aniversario dele, 21 anos, o meu desejo é abraçar e dizer o quanto eu o amo e dar aqueles bons e velhos conselhos que toda mãe dá, fiz um bolo que ele adora, ele vive em mim para sempre, o amor não acaba, não diminui, e eu vou levando a vida, um dia de cada vez, nunca mais serei completa, mas luto para viver e não ser um peso em luto para as pessoas próximas, trabalho, cumpro com minhas obrigações como sempre fiz, amor, responsabilidade e pontualidade, no entanto, não me preocupo excessivamente com mais nada, não tenho mais medo, afinal nenhuma dor é maior do que perder um filho, e se eu “sobrevivi” a isto, enfrento qualquer coisa. Não somos semideuses, ficamos tristes, com raiva, nervosos, somos humanos, pois se até Deus por vezes sente ira: “(18) Portanto, a ira de Deus é revelada dos céus contra toda impiedade e injustiça dos homens. (Romanos 1:18)”, quem dirá nós, meros mortais. Que cada um de nós, durante nossa vida, façamos o que é bom, perfeito e agradável aos olhos do Senhor. E eu sigo um dia de cada vez, sustentada pela Pedra Angular.
Obs: Escrevo porque a escrita é terapêutica e quero que ele permaneça na memoria daqueles que o conheciam.
— Sueli Kelly Gomes Pilizardo, mãe de Weslley Gabriel, vítima da tragédia que matou outros dois jovens em uma rodovia (Ourinhos-SP)

Nem escola, nem professor
A passagem dia do professor, em 15 de outubro, é um bom momento para reflexão da profissão, do local de trabalho, do investimento governamental etc. Pode-se fazer um resumo da situação: o Estado gasta muito, o professor ganha pouco e as escolas estão destruídas. Tantos políticos e não conseguimos uma solução para os problemas.
O IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, divulgou em junho a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), referentes ao ano de 2018, com uma informação escandalosa, quatro em cada dez brasileiros com mais de 25 anos nem concluíram o ensino fundamental, ou seja, mais de 53 milhões de pessoas. Se somado aos que foram mais adiante, mas não completaram a educação básica, passa da metade da população, 52,6%, ou mais de 70 milhões de pessoas.
A pesquisa mostrou que, em 2018, existiam 47,3 milhões de pessoas de 15 a 29 anos e, destes, 23% não estudavam e nem trabalhavam, quase doze milhões de brasileiros, a já conhecida geração “nem-nem”, e essa taxa é maior entre as mulheres, com 28,4%, já entre os homens, o índice é bem mais baixo, chegando a 17,6%. Os afazeres domésticos são responsáveis por afastar da escola 24,2% das mulheres, já para os homens esse é o motivo para 0,7%.
É muita gente sem uma ocupação produtiva ou que não esteja estudando ou se qualificando. Porém, o trabalho, ou a procura dele, também é obstáculo para não estudar. Dos homens com idade entre 15 e 25 anos, 47,7% está fora da escola ou de cursos de qualificação e entre as mulheres, chega a 27,9%. Mas não é o único motivo, um quarto dos homens simplesmente não tem interesse em estudar, já para as mulheres o desinteresse é menor, 16%. A motivação ao estudo é ponto importante que os que fazem as políticas públicas devem considerar.
Porém, os dados não são desanimadores quando se observa a evolução histórica. Em 2017, 40,9% da população brasileira acima de 25 anos não tinham o fundamental, agora é 40%. Já o índice de pessoas que não terminaram a educação básica chegava a 53,8%, agora é 52,3%.
O IBGE ainda verificou quanto tempo de estudo o brasileiro tem, ou seja, na média, tem 9,3 anos de estudo. Como se precisa de 16 anos, em média, para formar alguém no nível de escolaridade superior, ou seja, universitário, faltam quase sete anos de estudos. Não há grandes diferenças considerando o sexo, os homens estudam nove anos e as mulheres estudam 9,5 anos.
Mas a diferença é maior se considerarmos a “cor da pele”, pois os brancos têm, em média, 10,3 anos de estudo, enquanto os negros têm 8,4 anos. Já o Nordeste é a região do Brasil onde a população tem menos tempo de estudo, 7,9 anos. E, claro, a região Sudeste é a com mais tempo de estudo com 10 anos.
E o dado mais assustador, o Brasil ainda tem 11,3 milhões de analfabetos entre a população de 15 anos ou mais, 6,8% dessa população. E a melhora sobre 2017 foi ridícua, apenas 0,1 ponto percentual, ou 121 mil analfabetos a menos.
Sai governo, entra governo e pouco muda… Com uma situação tão difícil, como esperar melhora quando o próprio ministro da Educação escreve errado e confunde Kafka com kafta?!
— Mário Eugênio Saturno (São José dos Campos-SP)

Um olhar atento
O nosso planeta está passando por um processo de deterioração, isto é, vivemos em dias em que os jornais e noticiários não cessam de transmitir as horripilantes notícias catastróficas com respeito à questão ecológica. Podemos citar exemplos como, ameaças do efeito estufa, extinção do arco-íris, Tsunamis, etc. Wander de Lara Proença chega a dizer: “Literalmente, a vida em toda a sua biodiversidade pede socorro!” É muito preocupante tudo isto que vem sendo nos informado por dados estatísticos, indicando a gravidade na questão ecológica. Nos últimos anos podemos notar que a terra, em geral, mas principalmente o nosso ecossistema está sendo agredido e violentado. O planeta terra se encontra ameaçado em seu equilíbrio dinâmico, devido às diversas formas exploratórias e predatórias que os seres humanos se acostumaram. . Temos, como exemplo, da deterioração ecológica, às mudanças climáticas. Isso ocorre devido à concentração de gases de estufa na atmosfera, principalmente vapor de água, dióxido de carbono, ozônio, óxido nitroso, metano e clorofluorcarbonetos. Os três primeiros a cima, são responsáveis por mais de 50% do efeito estufa. Isto é estatística! Esses gases normalmente provem de queimadas objetivando os interesses dos agricultores e os desflorestamentos. As Sagradas Escrituras nos apresenta, no livro do Gênesis, um Deus muito próximo da sua criação. Tendo por ela um enorme zelo e cuidado. Ele estabelece um intenso relacionamento com a mesma, “chegando, inclusive, por um ato convocatório, torná-la co-participante dos seus próprios atos criacionais, quando a convida para gerar e preservar a vida”. Somos seres criados por Deus e temos a nossa obrigação de cuidar e preservar do jardim (Terra) onde ele nos colocou. “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra…”E tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para cultivar e guardar” (Gn. 2:7-15). Concluo esta reflexão com as palavras do exímio Leonardo Boff: “Em face desta situação global, temos o dever sagrado de assegurar a vitalidade, a diversidade e a beleza de nossa Casa Comum. Para isso, precisamos fazer uma nova aliança com a Terra e um novo pacto social de responsabilidade entre todos os humanos, fundado numa dimensão espiritual de reverência ante o mistério da existência, de gratidão pelo presente da vida e de humildade, considerando o lugar que o ser humano ocupa na natureza”.
— Rodrigo C. Santos, teólogo (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)


REPERCUSSÃO ONLINE:

A nova aposta
da Special Dog

Via Facebook:

Parabéns por mais um segmento, uma nova indústria em nossa cidade, gerando novas oportunidades de emprego e aumentando a arrecadação fiscal da nossa cidade!
— Alvaro Pereira Da Silva (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
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Se é totalmente robotizada, a mão de obra humana quase não existe… Resumindo, muito pouco.
— Reinaldo Mara Inácio (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)

50 anos da morte
de Carlos Queiroz

 

Via Facebook:

Lembro-me muito bem dele! Era empreendedor, honesto e foi excelente prefeito!
— Martha Camarinha Vilas Boas (Mogi das Cruzes-SP)
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Parabens ao DEBATE pela matéria sobre o grande homem politico Carlos Queiroz. Santa Cruz do Rio Pardo se divide entre antes e depois desse grande administrador que redesenhou a cidade em apenas uma administração.
— Nelson Mariano (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
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Foi um divisor de águas na política santa-cruzense.
— Maria Angela Bergonsini (Ourinhos-SP)
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Também fui funcionário da ZYQ-8. O falecido Tom era nosso comandante e amigo. Várias vezes o Sr. Carlos apareceu por lá. Homem íntegro, correto.
— Waldir Alexandre (Sapopema-PR)
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Seu lema era: dinheiro do povo em benefício do próprio povo. Hoje esse lema é raridade.
— José Romualdo Monteiro de Barros (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)



“Fotos do Leitor”

Luiz Lorenzetti e Libera
Montovani Lorenzetti

— Por Edilson Arcoleze:
Meu saudoso tio-avô Luiz Lorenzetti nasceu aos 14 de março de 1897 em Santa Cruz do Rio Pardo, filho dos meus bisavós Antonio Lorenzetti e Natalina Mazzetto Lorenzetti. Foi marceneiro, com oficina e moradia no sobrado da rua Conselheiro Dantas. Casou-se com Libera Montovani Lorenzetti. Faleceu aos 2 de julho de 1980. Tia Libera nasceu aos 26 de maio de 1896 em Santa Cruz, filha de Jose Montovani e de Ana Flipatto. Faleceu aos 22 de maio de 1977. Tiveram seis filhos: os saudosos Laercio, Lupercio, Laurindo (Frei José Maria) e Lino, e ainda vivas Lucila com 92 anos de idade e Leonice com 94.
Na foto acima, da esquerda para à direita, Lino e sua esposa Lurdes; Laércio; Lucila; Laurindo (Frei José); Lupercio; Leonice e seu esposo Geraldo Carvalheiro. Sentados: Tio Luiz e Tia Libera. (A menina desconheço, deve ser uma neta do tio Luiz).

Sobre Sergio Fleury 5353 Artigos
Proprietário e Editor do Jornal Debate