CARTAS – Edição de 29/12/2019

‘A lei da semeadura e a reciprocidade’

Cada ação, cada decisão têm suas consequências. Isso é a lei da semeadura. Por exemplo, se você semear trigo em seu quintal, você não vai colher milho. Vai colher trigo. Da mesma forma, se você plantar mentira, discórdia e maldade, você vai colher castigo. Mas se você semear bondade, amor e honestidade, Deus vai recompensar você. Um dia, um rapaz pobre que se chamava Howard estava vendendo mercadorias de porta em porta para pagar seus estudos, viu que só lhe restava uma simples moeda de dez centavos e tinha fome. Decidiu pedir comida numa casa próxima. Porém, seus nervos o traíram quando uma encantadora mulher jovem abriu a porta. Em vez de comida, pediu um copo de água. Ela pensou que o jovem parecia faminto e assim lhe deu um grande copo de leite. Ele bebeu devagar e depois perguntou: Quanto lhe devo? Não me deve nada, respondeu ela. E continuou: Minha mãe sempre nos ensinou a nunca aceitar pagamento por uma oferta caridosa. Ele disse: Pois te agradeço de todo coração. Quando Howard, o rapaz, saiu daquela casa, não só se sentiu mais forte fisicamente, mas também sua fé em Deus e nos homens ficou mais forte. Ele já estava resignado a se render e deixar tudo pela vida sofrida que levava. Anos depois, essa jovem mulher ficou gravemente doente. Os médicos locais estavam confusos. Finalmente a enviaram à cidade grande, onde chamaram um especialista para estudar sua rara enfermidade. Chamaram o Dr. Howard. Quando escutou o nome do povoado de onde ela viera, uma estranha luz encheu seus olhos. Imediatamente, vestido com a sua bata de médico, foi ver a paciente. Reconheceu imediatamente aquela mulher. Determinou-se a fazer o melhor para salvar aquela vida. Passou a dedicar atenção especial àquela paciente. Depois de uma demorada luta pela vida da enferma, ganhou a batalha. O Dr. Howard pediu a administração do hospital que lhe enviasse a fatura total dos gastos para aprová-la. Ele a conferiu, depois escreveu algo e mandou entregá-la no quarto da paciente. Ela tinha medo de abrir, porque sabia que levaria o resto da sua vida para pagar todos os gastos. Mas finalmente abriu a fatura e algo lhe chamou a atenção, pois estava escrito: “Totalmente pago há muitos anos com um copo de leite Ass: Dr. Howard.” Lágrimas de alegria correram dos olhos da mulher e seu coração feliz rezou assim: Graças meu Deus porque teu amor se manifestou nas mãos e nos corações humanos. Na vida nada acontece por acaso. O que você faz hoje pode fazer a diferença em sua vida amanhã. Existem pessoas que, como diz o ditado popular, só querem: “Vem a nós, vosso reino nada!” Não pensam nos outros como extensão de si mesmos; não pensam na felicidade dos outros como a extensão da felicidade de si mesmos! A semeadura deve andar de mãos dadas à reciprocidade. É uma lei bíblica e universal. Nunca devemos nos esquecer de quem um dia nos fez o bem. Temos que nos conscientizar de que não somos melhores que ninguém, mas podemos ser melhores para alguém.
— Rodrigo Santos, teólogo (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)

O ancestral da baleia
Pouca gente percebe que a baleia, por ser mamífero, descende de seres que andavam na terra e foram retornando às águas até ficarem parecidos com os peixes, aparência muito superficial, claro! As primeiras baleias, os protocetídeos, viveram de 47 a 41 milhões de anos atrás e eram nadadoras que ainda tinham pés. A partir de 37 milhões de anos atrás, as baleias tornaram-se nadadoras movidas a cauda.
Embora esqueletos de protocetídeos sejam encontrados na África, Ásia e Américas, uma região do deserto do Egito, Wadi Al Hitan, ou Vale das Baleias, é onde mais se encontrou esqueletos de baleias antigas, tanto que se tornou um Patrimônio Mundial da UNESCO. E foi em 2007 que descobriram um esqueleto parcial de Aegicetus. E mais tarde naquele ano, um esqueleto muito mais completo.
Descobriu-se que este fóssil de baleia era uma nova espécie e um passo importante na evolução da locomoção das baleias, de acordo com o paleontologista Philip Gingerich da Universidade de Michigan. A nova espécie foi denominada Aegicetus gehennae e data de cerca de 35 milhões de anos atrás. A criatura parece ter sido bem adaptada para nadar através da ondulação do meio do corpo e da cauda, como os crocodilos nadam hoje.
A descoberta está detalhada em um artigo publicado on-line em 11 de dezembro na revista PLOS ONE. O Aegicetus gehennae é o primeiro protocetídeo tardio do Eoceno – época geológica que começou há 56 milhões de anos e terminou 33,9 milhões de anos atrás-. A forma corporal dessa baleia é semelhante à de outras baleias antigas de seu tempo, como o famoso Basilossauro.
O Basilosaurus (rei lagarto) foi um gênero de cetáceo pré-histórico que viveu entre 34 e 39 milhões de anos atrás no Eoceno. Descoberto em Louisiana, acreditavam ser um reptiliano, daí o sufixo “saurus” (lagarto). Fósseis de duas das espécies foram encontrados no Egito e Paquistão.
Embora as baleias modernas sejam totalmente aquáticas e usem suas caudas para se impulsionar pela água, acredita-se que a maioria dos protocetídeos tenha sido semi-aquática e nadou principalmente com seus membros.
Os pesquisadores sugerem que um estilo de natação ondulatório pode representar um estágio de transição entre a natação a pé das baleias precoces e a natação por cauda das baleias modernas.
Os ossos fossilizados descobertos formam um esqueleto excepcionalmente completo, cerca de dois terços dos ossos do indivíduo foram recuperados, tornando-o entre as baleias antigas mais bem preservadas.
Comparado com as baleias anteriores, o Aegicetus possui corpo e cauda mais alongados e pernas traseiras menores, e não possui uma conexão firme entre as patas traseiras e a coluna vertebral. Essas adaptações indicam um animal que era mais totalmente aquático e menos nadador movido a pé do que seus ancestrais.
Acredita-se que o espécime quase completo seja do sexo masculino. Estima-se que teria pesado cerca de uma tonelada quando em vida e teria cerca de 4 metros de comprimento. Os fósseis originais foram mantidos no Museu de Paleontologia da Universidade de Michigan para estudo, mas em breve serão devolvidos ao Museu Geológico do Egito, no Cairo.
— Mário Eugênio Saturno (São José dos Campos-SP)
Brasileiros preferem notícias ruins
Um estudo recente da Universidade de Michigan, entitulado “Cross-national evidence of a negativity bias in psychophysiological reactions to news” (Evidência internacional de um viés de egatividade nas reações psicofisiológicas às notícias), publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences, foi realizado em 17 países, mostrou que as pessoas são mais atraídas por conteúdos negativos do que por conteúdos positivos.
As notícias veiculadas pela mídia de massa fornecem um fluxo de informações entre elites e cidadãos e é um mecanismo importante para democracia. O tom negativo é uma característica que define as notícias, boas notícias, ao contrário, são quase sinônimos da ausência de notícias.
Isso já foi observado pelos estudos científicos sobre a mídia de massa dos Estados Unidos (T. E. Patterson em 1994 e S. J. Farnsworth em 2007), e em estudos sobre conteúdo de mídia e decisões de jornalistas em todo o país (B. Zhong em 2009, R. Vliegenthart em 2011 e G. Lengauer em 2012.
É importante ressaltar que este trabalho sugere que, mesmo que a cobertura noticiosa tenha sido negativa por muitos anos, também tem aumentado nas últimas décadas.
Não são os meios de comunicação de massa que geram as notícias negativas, mas o interesse dos “consumidores” é que demanda por notícias negativas, uma vez que o mercado produzirá notícias alinhadas com os interesses dos consumidores, incluindo a negatividade, conforme observou J. Dunaway em 2013. Mesmo quando as pessoas dizem que querem notícias mais positivas, selecionam sistematicamente mais notícias negativas (J. T. Cacioppo em 1999).
O que explica a preferência aparentemente generalizada por informações negativas? Uma tentativa de explicar está na teoria da evolução. A atenção à negatividade pode ter sido vantajosa para a sobrevivência: alertas para perigos potenciais, para o diagnóstico ou vigilância. Diversos estudos
mostram que essa negatividade está presente em todas as populações humanas.
O estudo recente envolveu cerca de 1.156 entrevistados. No Brasil, a amostra diversificada foi feitas em uma sala de reuniões de um hotel em Brasília em 2016. Os entrevistados assistiram sete matérias ordenadas aleatoriamente da BBC World News em um laptop. Todos usavam fones de
ouvido com cancelamento de ruído e sensores nos dedos para capturar a condutância da pele e o pulso do volume de sangue. Das matérias apresentadas, duas foram locais: uma positiva sobre uma companhia de balé para bailarinos com deficiência; e uma negativa, sobre um incêndio em uma boate. As cinco restantes foram extraídas de uma amostra de oito histórias, quatro positivas e quatro negativas, todas internacionais.
Em média, os participantes exibiram maior variabilidade da frequência cardíaca e maior condutância da pele durante as notícias negativas. Mas não foi assim em todos os países, alguns apresentaram um viés de negatividade estatisticamente menor, e outros, como o Brasil, Canadá, França, Itália e Suécia apresentaram resposta maior durante o conteúdo devídeo negativo. De qualquer forma, o Brasil não está mal acompanhado.
— Mário Eugênio Saturno (São José dos Campos-SP)



REPERCUSSÃO ONLINE:

Antes da intervenção,
médicos são demitidos

Via Facebook:

O secretário de saúde disse que a situação poderá ser revista, mas e o constrangimento? A doutora Kátia Henares, além de seu grande profissionalismo, é fundadora da UTI neonatal. Nós gostamos muito dela.
— Ana Maria Locutora (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
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Pelos relatos da população, dá para se notar o empenho e dedicação desempenhados pela doutora Kátia aos recém-nascidos durante tantos anos à frente da UTI neonatal do hospital. Acho lamentável esta dispensa, que deveria ser revista e, se ainda for vontade da mesma, deveriam recolocar ela no seu cargo.
— Geltha Batista (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
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Revoltante! A dra. Kátia Henares é referência quando se fala em pediatra. Faz um trabalho lindo nessa UTI neonatal. Espero que esse contratempo seja passageiro e ela volte.
— Daniela Salvador (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
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Mandaram embora os profissionais que fazem a diferença. Agora, é só Deus na causa.
— Fátima Marteloso (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
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Lamentável. Kátia cuidou do meu neto na UTI neonatal.
— Maria Helena Morguetti (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)

UENP reconhece
diploma de Sírio

Precisamos acolher. Somos irmãos uns dos outros nesse mundo.
— Marcos Correa Pirralho (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
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Parabéns! Que você seja um vencedor novamente aqui no Brasil.
— Sandra Menegazzo de Oliveira (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
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Parabéns! Conheci através do meu filho e vi o quanto eles têm lutado pra sobreviver. Nada mais justo que ele consiga voltar a exercer sua profissão.
— Marta Gonçalves (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
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Com fé e força de vontade, o sucesso está garantido. Que Deus abençoe você e sua família.
— Divas Rosa Camargo (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)



“Fotos do Leitor”

Família Lorenzetti
no ano de 1936

— Por Edilson Arcoleze:
Fotografia tirada em 1936 na Chácara Lorenzetti — atual Parque São Jorge. Sentadas, estão minhas tias-avós Matilde, Amélia, Marina, meus bisavós Natalina e Antonio, minha avó Deolinda (Dióla) e minha tia-avó Palmira. Em pé, meus tios-avôs Dante, Luiz, Silvio, Marcelo, Antonio (Fitialli), José (Bépe) e Otávio.

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Proprietário e Editor do Jornal Debate