Prefeitura não lucra e nem tem prejuízo com a ‘circular’ estatal

Serviço de transporte é utilizado por cerca de 900 pessoas diariamente

Balanço abrange período desde
que Codesan assumiu serviço

André H. Fleury Moraes
Da Reportagem Local

Embora não ganhe um centavo de lucro, a prefeitura de Santa Cruz também não tem prejuízos com o ônibus circular estatal. É este o balanço da administração sobre os primeiros quatro meses desde que a autarquia Codesan assumiu o serviço, em agosto.

Cerca de 900 pessoas diariamente usam o transporte público, cuja tarifa custa R$ 3,50. A prefeitura não soube dizer se o número de passageiros aumentou ou diminuiu depois que o transporte urbano foi municipalizado.

Para 2020, o governo anunciou que pretende “modernizar” o serviço. As expectativas indicam que as linhas atuais serão remodeladas e aprimoradas.

A Codesan mantém sete ônibus em sua garagem. Usa cinco deles: quatro trafegam na cidade e, um quinto, para o distrito de Caporanga.

Nos últimos meses, cresceu o número de reclamações de passageiros quanto ao atraso das linhas de ônibus. A prefeitura afirma que a demora, muitas vezes, se dá ao trânsito elevado que a cidade enfrenta.

Há também ruas impedidas, o que pode dificultar o embarque e desembarque de idosos ou cadeirantes, diz o governo.

Ao mesmo tempo, a administração não respondeu aos questionamentos da reportagem sobre se há algum planejamento para amenizar ou cessar os problemas atuais.

A Codesan assumiu às pressas a atividade de transporte urbano depois que a sede da antiga empresa que prestava o serviço, a Riopardense, foi destruída por um incêndio no final de julho. Foi quando a empresa desistiu de operar.

Na verdade, a prefeitura já tinha planos para assumir o serviço desde o início do ano, quando as reclamações dos passageiros sobre a Riopardense se intensificaram.

A empresa chegou a ser alvo de uma CPI em Piraju que investigou suposto pagamento de propina ao prefeito da cidade, José Maria Costa, para obter vantagens no processo de licitação. O dono da companhia, Samuel Santos, está desaparecido. A sede da empresa em Santa Cruz também foi lacrada por ordem da Justiça do Trabalho.

  • Publicado na edição impressa de 29/12/2019
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