CARTAS – Edição de 02/02/2020

‘Seu Rubens’

“Seu” Rubens é um aposentado calmo que passa pelas ruas, pelo comércio e órgãos públicos de Chavantes, cumprimentando a todos com um sorriso largo e abençoando com seu jeito simples de ser e suas palavras amáveis.
Agora inovou, além dos recortes das matérias que mais gosta do Jornal Debate que mostra a todos numa pasta preta enorme, também aderiu às mensagens, ou seja, ganhou em 2018 de uma querida amiga, a Fernanda, dessas por onde passa saudando no dia a dia, o livrinho “Minutos de Sabedoria” e todo dia leva as mãos de quem deseja ler, uma palavra amiga através de doces mensagens, que chegam sempre em boa hora. Depois ganhou mais livrinhos de mensagens de outras pessoas.
Segundo ele, desde a época do “Ginásio” no Dr. Ernesto Fonseca em Chavantes, já se interessava pela leitura e escrita e assim, alegando seu gosto, continua lentamente caminhando pela cidade e nos trazendo suas mensagens boas e santas para o dia a dia, a quem lhe estende a mão em forma de carinho retribuído.
Não são só as palavras contidas num livrinho que ele traz, é muito mais, é esse gesto de amor contido para com todos, que faz dele, um emissário do bem e da boa palavra, pois pelo pouco tempo que se aproxima e se retira lentamente, é que ficam suas mensagens, seu gesto carinhoso e afetivo, como se todos fossemos seus irmãos e seus filhos queridos.
Obrigada “seu” Rubens, a sua palavra é a nossa, transvertida em amor retribuído. Façam se tuas as nossas angústias disseminadas através de um bom papo, de uma boa amizade ou mesmo através de tão nobre gesto singelo que tens para todos nós.
Que fique em nossos corações além da palavra, do gesto amigo, o teu eterno sorriso em todos que o recebem de braços abertos.
Se todos fossem um pouquinho como você, nobre amigo, o mundo estaria bem melhor, com boas intenções sempre e não haveria tanta guerra, nem tanta maldade.
— Maria Helena Cadamuro (Chavantes-SP)

A verdade
É verdade que o sr. Asér Luiz de Souza Campos é dono das áreas que cerca desde 1981.
Provas:
Ocupa as Áreas desde 1981;
Memorial descrito da própria prefeitura prova que a área IV NÃO lhe pertence;
Segundo a própria memorial descritivo, as áreas remanescentes são dos herdeiros, logo, as áreas III, V, XI, são do sr. Asér;
Por que será que Sta Cruz não cresce?
Por que tantas pessoas não têm casa própria?
Por que os alunos de escola pública vão tão mal no Enem?
Por que o prefeito adora derrubar áreas verdes, será que é doença?
O sr. Asér vai dar uma queixa crime contra o alcaide, GLO cometeu um crime, esbulho possessório, invadiu as terras do sr. Asér, sem ORDEM JUDICIAL.
O sr. Asér vai entrar com uma ação de indenização pelo fato de o sr. alcaide ter destruído parte do seu pomar, árvores de mais de 50 anos e também ter destruído a horta na área III, que era usada para ajudar as pessoas.
O que é mentira?
É que a área III, IV, XI são da prefeitura.
Por que o governo não investiga áreas verdes que são destruídos?
Por que o governo não aumenta o salário dos professores, melhora a saúde, não ajuda as pessoas carentes, dá condições para que terminem casa própria, em vez de atrapalhar?
Santa Cruz está criando um exército de menores drogados, que serão, no futuro, violentos, ladrões, assassinos.
Segundo a opinião de um juiz na ativa, em uma audiência de conciliação:
“A prefeitura já gastou tanto em indenizações que poderia comprar a Chácara Peixe inteira, portanto, melhora a saúde, educação, cria uma excelente biblioteca”
O sr. Asér, nunca degrada terra, aliás, nenhuma pessoa em Santa Cruz planta mais árvores e diversas do que o sr. Asér. Visite o pomar do Sr. Asér!
— Asér Luiz de Souza Campos (Salto Grande-SP)

‘O sucesso e a felicidade do ser e não ter’
O sucesso não consiste em sermos melhores que os outros, mas sim sermos melhores para nós mesmos e para os demais. A nossa sociedade nos ensina que o sucesso nesta vida, passa por aquilo que fazemos e acumulamos. Quanto mais dinheiro, mais empregado ou propriedades tivermos, mais felizes e bem sucedidos nos tornaremos. Como se tudo isso fosse uma espécie de termômetro que regula nosso gral de felicidade. Tudo isso, pode sim, nos trazer e até mesmo nos proporcionar momentos de prazer e satisfação. Mas a base e os alicerces do sucesso e de uma verdadeira felicidade não se resumem a isto. O sucesso é tudo menos isso! Não é nada que podemos fazer e muito menos alguma coisa que podemos ter. Em primeira instância, ninguém é feliz porque faz ou porque tem. As pessoas são felizes pelo que são, pelo que sentem e pela forma vibrante como respeitam as suas vontades. E depois, sim, como prêmio, alegra-se em fazer o que fazem porque escolheram fazê-lo. Alegram-se com a paixão de ter o que tem porque conseguiram através do mérito de escolherem ser livres. A competição em que o mundo está envolvido, partindo deste ponto de vista, é ridícula. Por isso nos deparamos com tantas pessoas frustradas e decepcionadas com a vida neste mundo. Pois fizeram suas apostas no “cavalo errado!” Foram enganados e ludibriados com a fábula da ideia que para ter sucesso e felicidade teriam que “ter” e não “ser”. Ser é viver, é disputar com a vida e com si mesmo de que podemos tudo! Que estamos felizes como estamos porque foi uma escolha que fizemos e não algo que foi imposto para nós. Ao contrário do pensamento acumulativo, o “ser” vem antes do “ter”. Ele reage na contra mão do pensamento coletivo. Pois felicidade é para poucos, não muitos. Muitos estão desprovidos no que tange a filosofia da felicidade. A obsessão pelo ter e, muitas vezes não conseguir, gera canseira, doença e perdição. Quando chegamos ao final da vida, é que vamos perceber que nada valeu a pena. Que fomos enganados por uma ideologia alheia e sem fundamentos. Que torna homens e mulheres em velhos cansados, tristes e abatidos pela vida que foi incutida em suas mentes. Barganharam suas autonomias, em poder escolher em serem livres e felizes, por algo palpável e visível ante seus olhos. Impuseram uma felicidade falsa que os levou a uma busca frenética pelo dinheiro e pelos bens materiais. Aqueles que assim conseguiram o que queriam descobriram que o dinheiro pode comprar uma cama, mas não uma noite tranquila de sono. Um computador mais avançado, com os melhores hardwares e software do mercado, mas não a inteligência. Muito luxo, diversão e sexo, mas não o amor e a felicidade real. E aqueles que não conseguiram, sofrem as consequências da dor, da frustração, da incapacidade e culpa por uma vida desperdiçada. Apenas aqueles que, um dia que, optaram por serem livres em suas escolhas e decidiram “ser” que “ter” vivem FELIZES.
— Rodrigo Santos, teólogo (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)

Um futuro para a Amazônia
Para os cientistas Ismael Nobre e Carlos Nobre, a Terceira Via Amazônica, ou Amazônia 4.0, deve surgir de olho na crise climática e a ameaça global à biodiversidade, com soluções inovadoras e que utilize o conhecimento propiciado pela Ciência, pela Tecnologia e pela Inovação e planejamento estratégico para o florescimento de uma bioeconomia baseada na ideia de uma floresta em pé, com os rios fluindo, valorização da biodiversidade e do trabalho sustentável das comunidades locais.
Vê-se, por exemplo, as fragrâncias para perfumes, como o óleo de pau rosa, cotado a 200 dólares o litro, usado como componente de perfumes clássicos como o Chanel Nº 5. O óleo de amêndoa de castanha do Pará, usado em cosméticos, é vendido a 30 dólares o litro, ou em cápsulas como suplemento alimentar, chegando a 150 dólares o litro.
A ucuúba, que era usada para fazer cabo de vassoura, também tem enorme potencial na indústria de cosméticos. Hoje, a renda anual gerada por uma árvore de ucuúba em pé é três vezes maior do que a gerada com o corte da mesma árvore.
O caso de maior sucesso que demonstra o projeto é o açaí, que pode ser manejado tanto em pequena como em larga escala. Até 1995, era consumido basicamente na região Norte, mas nos últimos 20 anos conquistou o resto do país e os mercados globais. Presente em quase todos os municípios da região, o lucro líquido da produção de açaí varia de 200 dólares por hectare por ano em sistemas não manejados até 1.500 dólares em sistemas agroflorestais manejados no Pará.
A produção de polpa de açaí já ultrapassa 250 mil toneladas por ano, beneficia mais de 300 mil produtores e agrega pelo menos 1 bilhão de dólares à economia amazônica a cada ano. Estados Unidos, Europa e Japão são grandes consumidores. E um pesquisa da Embrapa mostrou que, a partir do pigmento antocianina presente no açaí, é possível produzir um evidenciador de placa bacteriana dental, um grande benefício para a saúde bucal a baixo custo.
Já o camu-camu possui vitamina C na proporção de 1.888mg/100g, enquanto a laranja contém apenas 53mg/100g. E o buriti tem duas vezes mais vitamina A do que a cenoura. As plantas da Amazônia contêm segredos bioquímicos que podem resultar em produtos de alto valor. Veja o que sabemos, que as formigas cortadeiras utilizam algumas folhas como manta para cultivo de fungos e evitam deliberadamente outras folhas ricas em fungicidas naturais. Nas folhas rejeitadas pode estar um novo fungicida natural.
Foi descoberta recentemente em um lago da Amazônia, uma enzima, chamada Beta glicosidase amazônica, que quando utilizada na fabricação de etanol de cana de açúcar, resulta em aumento de produtividade de até 50%.
Na flora brasileira como um todo, mais de 240 espécies de plantas são utilizadas como base de produtos cosméticos e farmacêuticos e 36 delas como base de medicamentos fitoterápicos. Na flora amazônica, existem mais de 450 espécies já conhecidas e utilizadas tradicionalmente, mas quantas delas podem se transformar em ativos econômicos? Quando um criminoso incendeia a floresta, espécies locais são destruídas, talvez a cura de muitos tipos de câncer. Que queremos?
— Mario Eugenio Saturno (São José dos Campos-SP)

O corona vírus x aedes egypt
Difícil em termos mesmo o Ministério da Saúde, estamos em pleno verão, e com isso o aedes egypt votou a atacar o Povo Brasileiro, já que em 2019, fez 782 vítimas e com 1.600 milhões de pessoas diagnosticadas, pouca coisa foi feito para evitar essa pandemia de Dengue no Brasil, que continua em 2020.
Agora com o Corona vírus que explodiu na China, também causado pelo consumo da Sopa de Morcegos, o Brasil correu para agradar a Organização Mundial da Saúde, e gastou milhões para supostamente cuidar de que pessoas contaminadas entrem no país sem ser diagnosticadas, tendo inclusive contratado junto a iniciativa privada dos Hospitais com leitos de UTIs, especiais com aluguel de R$ 20.000,00 mensais, e a Dengue continua matando e infectando nosso Povo que não temos acesso aos hospitais.
Senhor Ministro em 2019 no início do ano letivo lhe enviei uma proposta para combatermos a Dengue pela Educação para a Sustentabilidade, nunca o senhor me respondeu, estou enviando outra agora que iremos iniciar o ano letivo de 2020, e pela Educação, poderemos evitar que milhões de Brasileiros sejam contaminados pela Dengue durante esse ano.
Pense nisso, será que só o Corona vírus é que dá audiencia ou destaque na mídia Internacional, ou ações de educação que combatem o aedes egypt, não dão.
O Senhor decide.
— José Pedro Naisser, ecologista (Curitiba-PR)



REPERCUSSÃO ONLINE:

IPAUSSU DECLARA
GUERRA CONTRA
AS CAPIVARAS

Via Facebook:

Se existe uma lei que impede a retirada das capivaras, ela tem que ser cumprida. Afinal de contas, é por isso que existe lei. Depois de ser imposta, é bem complicado de ser retirada porque acaba virando bagunça.
— Ana Maria Locutora (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
—oOo—
Não é só em Ipaussu. Entre Cambara e Andirá, as capivaras estão fazendo estragos nas lavouras de arroz e milho e a população dos animais cresce desenfreadamente. Ninguém pode fazer nada e o prejuízo é grande
— Semiramis Vaz Pedroso (Cambará-PR)
—oOo—
Ninguém quer matar as capivaras. Só queremos tirar elas da cidade, porque já tivemos seis mortes em Ipaussu por febre maculosa. Não podemos ficar com elas, com todo mundo correndo riscos.
— Conceição Fernandes Caldeirão (Ipaussu-SP)
—oOo—
Parabéns, prefeito. Tem mesmo que ir à luta, para a retirada das capivaras. Será que terão que acontecer mais mortes para que o MP tomar consciência de que a população está correndo riscos de vida?
— Paulo Ramos (Osasco-SP)
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Queria ver se esses defensores de capivara tivessem uma lavoura de arroz ou milho que fosse consumida pelas capivaras.
— José Roberto (Ourinhos-SP)
—oOo—
Usem carrapaticida nas capivaras e maçarico no terreno.
— Afrânio Alves Martins (Piraju-SP)
—oOo—
Está certo o prefeito. Hoje, parece que a vida humana vale menos do que de animais.
— Nice Graciano César (S. Cruz do Rio Pardo-SP)



“Fotos do Leitor”

Antigo asilo de Santa Cruz

— Por Edilson Arcoleze:
O atual asilo “Lar São Vicente de Paula” foi inaugurado em 1946 e ficava na antiga Rua Prudente de Moraes — atualmente rua José Epifanio Botelho —, em Santa Cruz do Rio Pardo. A fotografia acima que integra meu acervo me foi fornecida gentilmente pela minha prima Maria Clea Castanho Bastos.

  • Publicado na edição impressa de 02/02/2020
Sobre Sergio Fleury 5909 Artigos
Proprietário e Editor do Jornal Debate