Capivaras do lago de Ipaussu podem ser retiradas em até quatro meses

UNESP — Equipe de universidade vai atuar na identificação e sorologia das capivaras nos próximos meses

Medida, porém, deverá provocar a
construção de cerca no lago, diz prefeito

O prefeito de Ipaussu, Sérgio Guidio

André H. Fleury Moraes
Da Reportagem Local

As capivaras que moram no lago central de Ipaussu podem ser retiradas em até quatro meses, segundo informou o prefeito Sérgio Guidio (PSDB). A medida, porém, vai provocar a construção de um alambrado em volta do lago. “A área de lazer não será fechada, somente a parte onde está a água”, diz.

O isolamento é uma medida solicitada pela Justiça para que a retirada das capivaras seja autorizada. O receio é de que novos grupos de animais ocupem o local futuramente.

“É triste, queira ou não, porque parte da paisagem vai sumir”, lamentou o prefeito. As capivaras serão retiradas através de um brete — estrutura de transporte animal.

A Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) vai providenciar nos próximos dias a sorologia das capivaras, para verificar se os animais estão contaminados com a bactéria da febre maculosa. A ação, coordenada pela Unesp, também vai identificá-las com chips especiais, além de coletar o sangue de cada uma delas para amostras.

Enquanto isso, a área ao redor do lago municipal está sendo pulverizada com inseticidas como forma de combate aos carrapatos. Guidio admite que os funcionários da prefeitura, responsáveis pelo procedimento, estão com medo. “Todos estamos”, conta, em relação ao surto da doença que já matou cinco pessoas na cidade.

A presença dos hospedeiros do carrapato que transmite a febre maculosa a humanos provocou atos de protestos e até passeatas nas últimas semanas. Os animais estão no espaço há mais de 20 anos.

O medo da febre maculosa provocou, ainda, o cancelamento do tradicional Carnaval de Ipaussu. 

  • Publicado na edição impessa de 09/02/2020
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