DICAS – Edição de 09/02/2020

Passado e presente
Em 2004 e 2008, quando foi derrotado nas eleições municipais, Otacílio Parras (PSB) acusava os adversários de usar a máquina pública para se elegerem. Hoje, no último ano de seu mandato, ele diz que as críticas sobre o uso eleitoreiro de obras são meras intrigas da oposição.

Corporativismo
Os vereadores aprovaram na segunda-feira, 3, projeto que acaba com os inconstitucionais benefícios trabalhistas pagos a detentores de cargos comissionados na Câmara. A “mamata” foi a responsável pela criação dos megassalários na Casa. Mas tem um detalhe: o projeto só vale para novos funcionários. Quem está, continua com a benesse…

‘Pero no mucho’
O presidente Paulo Pinhata (MDB) ocupou a tribuna para criticar os altos salários. Segundo ele, apenas dois funcionários comissionados da Câmara custam anualmente quase R$ 400 mil aos cofres municipais. Ele também disse que, não fossem os tais benefícios, o Legislativo poderia economizar meio milhão por ano. O curioso é que cabe ao próprio Pinhata acertar a situação. Porém, tem medo.

Na onda
Por falar em eleitoreiro, a rádio Difusora costuma entrevistar um político ou secretário por dia. Nesta semana, dos seis entrevistados, um foi o prefeito, outro o candidato oficial à sucessão e um terceiro, o candidato do governo a vice. Claro que tudo não passou de coincidência.

Sigiloso
Corre em segredo de Justiça outro processo do Ministério Público Federal contra o ex-prefeito de Ipaussu Luiz Carlos Souto. O DEBATE ainda não teve acesso ao teor da ação.

Ambição
O deputado federal Capitão Augusto, de Ourinhos, quer se candidatar à presidência da Câmara para o ano que vem. Ele protocolou o pedido no começo do mês. Seu sonho maior é ser candidato a vice-presidente.

Honorários
Por falar no deputado, foi publicada no final de janeiro, no Diário Oficial, a sentença do processo que ele perdeu por danos morais contra um funcionário da Superintendência de Água de Ourinhos, que o criticou nas redes sociais. Rosa deve pagar os honorários advocatícios.

Jeitinho
Denúncias sugerem que a UPA, gerida por uma organização paga pelo município, pode estar sendo usada como “cabide de emprego” para parentes de políticos ou agentes públicos. A unidade não necessita de concurso público para contratar funcionários.

‘Picuinha’ pública
Quem passa pelas ruas de Santa Cruz do Rio Pardo certamente já avistou terrenos com a seguinte placa: “Propriedade de Aser Luiz de Souza Campos”. Alguns desses terrenos são reinvidicados pela prefeitura e o caso virou uma verdadeira novela judicial. Na semana passada, a administração resolveu revidar: colocou uma placa enorme onde se lê: “Proprietário: município de Santa Cruz”.



‘Coisas de Política’

Corte barato

Dois cabelereiros daquela pequena cidade candidataram-se a vereadores e, entre uma grande quantidade de candidatos, dois acabaram sendo eleitos.
Já eram concorrentes na profissão e continuaram “concorrentes” na Câmara, pois um era da situação e o outro, da oposição.
Logo após a posse, já contando com um bom salário como vereador, o primeiro colocou um anúncio no seu salão: “Como fui eleito vereador, corto seu cabelo por apenas R$ 4,99.”
O outro, após observar o anúncio, fez também um para o seu salão, com os dizeres:
“Como também fui eleito vereador por esta cidade, conserto o estrago feito no seu corte de cabelo, pelos mesmos R$ 4,99!”
(Colaboração: Oldack Roder (S. Pedro do Turvo)

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Proprietário e Editor do Jornal Debate