No bairro Jardim Horizonte, rua tem 26 buracos numa única quadra

DESCASO — Num trecho de apenas cem metros, é possível contar 26 buracos; mais à frente, outros 11

Morador reclama de descaso das autoridades
e diz que asfalto não é próprio para receber
veículos grandes; no local, caminhões são frequentes

O morador André Orzzi

André H. Fleury Moraes
Da Reportagem Local

Vinte e seis. Esse é o número de buracos em apenas um quarteirão que a rua Augustinho Marin, no Jardim Horizonte-1, ganhou nos últimos meses. Um pouco mais à frente, na quadra seguinte, é possível contar outros 11.

O transtorno decorre do bloqueio na rua Olavo Madureira, que dá acesso à AABB, para a realização de obras. Os caminhões, então, passam na Augustinho Marin, rua que, segundo o morador André Orzzi Lucas, não foi planejada para receber trânsito pesado.

Além dos caminhões, André diz que o problema é ainda mais grave porque, frequentemente, a rua é palco de veículos que apostam corridas. “Já fui ao departamento de trânsito para solicitar a construção de lombadas no trecho, mas não obtive respostas”, conta.

Desde que os caminhões passaram a circular na rua, a casa de André Orrzi ganhou algumas rachaduras. Para ele, com certeza há relação entre os veículos pesados e as fissuras.

André Orzzi: “brincar nesta rua se tornou perigoso para meus netos”

Além disso, ele acaba de gastar R$ 500 com uma nova suspensão do carro. Segundo André, a antiga provavelmente foi afetada pelos buracos.

A reportagem esteve no local durante 15 minutos, tempo suficiente para passarem cinco caminhões. Alguns estão carregados e seguem em direção às rodovias. Outros voltam, vazios, para encher novamente as carretas.

Segundo o morador, os veículos de grande porte poderiam, tranquilamente, passar por outra rua, paralela à Augustinho Marin: a avenida Jesus Gonçalves.

André diz que até os vizinhos já foram reclamar às autoridades sobre o problema, mas nada foi feito até agora. Dois netos do morador, ainda crianças, também passaram a tomar mais cuidado ao andar de bicicleta no trecho. Por ordem do avô, eles só brincam na rua quando vigiados. 

  • Publicado na edição impressa de 09/02/2020
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Proprietário e Editor do Jornal Debate