Projeto ‘planta’ mais uma biblioteca, agora em Bernardino de Campos

Vera Quagliato inaugurou, na manhã de sexta-feira, 7, mais uma biblioteca do projeto ‘Primavera’

Recinto, que tem o nome de Monteiro Lobato,
foi revitalizado pelo
‘Primavera’, iniciativa
filantrópica da santa-cruzense Vera Quagliato

O empresário Wellington Rehder, da Viena, discursa durante evento

André H. Fleury Moraes
Da Reportagem Local

O projeto ‘Primavera’, iniciativa da santa-cruzense Vera Quagliato, acaba de inaugurar uma nova biblioteca. Desta vez, a escolhida foi a escola Inocêncio Moreira, em Bernardino de Campos. A inauguração aconteceu na manhã de sexta-feira, 7.

É a 25ª unidade do projeto, que já planeja novas “plantações”. A biblioteca tem o nome do escritor Monteiro Lobato e a homeagem foi mantida por iniciativa dos alunos.

Quem solicitou ao ‘Primavera’ a revitalização da biblioteca da “Inocêncio Moreira” foi o professor Tiago Roberval Eufrosino. Ele conheceu o projeto na época em que lecionava na escola da Usina São Luís, em Ourinhos, onde há uma biblioteca e um Centro Cultural, também inaugurados por Vera Quagliato.

Antes do início das obras, os próprios alunos da escola fizeram uma lista de alguns livros que desejavam ver nas prateleiras da biblioteca.

Além disso, também foi promovido um concurso, dentro da escola, para estimular os alunos a redigir frases sobre a importância da leitura. As melhores estão estampadas nas paredes da “Monteiro Lobato”.

O recinto também ganhou novas mesas, cadeiras mais confortáveis, iluminação propícia à leitura e até mesmo um ar-condicionado. Claro que também chegaram milhares de livros prontos para serem lidos pelos alunos.

EMOÇÃO — Alunos prestigiam inauguração da biblioteca Monteiro Lobato, na escola Inocêncio Moreira

“Antes não havia nada disso. É importante, especialmente para nossos estudantes, que são carentes”, diz a diretora Orislania Rute Mesquita Tavares.

O evento de inauguração contou com a presença do empresário Wellington Rehder, proprietário da editora Viena, que falou sobre o mercado editorial, tecnologia e literatura. “Hoje, qualquer líder no mundo tem, em sua rotina, o hábito de estudos e leitura”, apontou. Para Rehder, “nenhuma rede social compensa o poder que a leitura proporciona”.

Após os discursos, também foram distribuídos livros a toda a equipe da escola — como diretora, coordenadores, monitores e professores.

Atração no evento, a pequena Ana Carolina Silva Peres, 12, se apresentou como a personagem Emília, do “Sítio do Picapau Amarelo”. Ela, que quer ser atriz de teatro, já leu obras do escritor e participou da festa na nova sala de leitura. “Gosto muito”, resume.

OSTO PELA LEITURA — A pequena Ana Beatriz, que quer ser atriz de teatro, adora Monteiro Lobato

Primavera

Fundada em 2012 por Vera Quagliato, o “Projeto Primavera” distribui bibliotecas de Norte a Sul do País. Vera tomou a iniciativa após ler um livro de John Wood, ex-funcionário da Microsoft, cuja história de vida a sensibilizou. A trajetória do ‘Primavera’ está, inclusive, sendo registrada em livro.

Em Santa Cruz, por exemplo, a iniciativa já inaugurou seis bibliotecas — duas em escolas, duas em Centros de Assistência Social, uma na Santa Casa e outra no Lar São Vicente de Paula. Mais uma, daqui a algum tempo, chegará ao Cras da Estação.

CRIANÇADA — Ao lado de estudantes, Vera Quagliato posa para foto

A próxima unidade a ser implantada pelo projeto será em Ourinhos, na escola “Dalton Vilas Boas”, na periferia da cidade. Seu diretor, desde pequeno, foi estimulado a ler quadrinhos de super-heróis. “O nome da biblioteca, então, será ‘Super-heróis da Leitura’”, diz Vera.

A parede também ganhará novas decorações como fitas de filme e outras fotos. Desta vez, os alunos premiados com as melhores frases — que, tradicionalmente, serão estampadas no local —, participarão da inauguração de uma biblioteca na Unifio, em Ourinhos, cujo acervo de livros foi complementado por Vera Quagliato.

Vera só lamenta não poder fazer tudo de uma vez. Ela tem pelo menos dois barracões em São Paulo e outro na Usina São Luiz, todos repletos de livros. “Mas são obras diversas”, explica. Este tipo de coletânea, diz, faz com que, entre uma escola e outra, o ‘Primavera’ precise inaugurar biblioteca num Cras, por exemplo.

“Recebo muitos livros. Muitos deles não servem para crianças e adolescentes. Por isso, enquanto promovo uma biblioteca num Cras, consigo juntar novo acervo para uma escola”, conta. 


Veja mais imagens do evento: (Fotos: André H. Fleury)


  • Publicado na edição impressa de 09/02/2020
Sobre Sergio Fleury 5341 Artigos
Proprietário e Editor do Jornal Debate