Artigo: ‘Nunca é tarde’

Nunca é tarde

Nayara Moreno
Da equipe de colaboradores

O mercado de estética no Brasil só cresce. Cirurgias plásticas e outros procedimentos menos complexos e invasivos venceram até a crise econômica que assola o nosso país. O desejo de melhorar o visual e ficar mais bonita ou bonito atingiu a todos, inclusive os idosos.

Estatísticas mostram que cada vez mais pessoas acima dos 60 anos procuram a medicina e a enfermagem em busca de um retoque estético. E nestes casos existem muitos tabus para serem quebrados. O primeiro é o mais comum e o pior de todos: o de que os idosos não deveriam fazer procedimentos estéticos. Caso não haja nenhuma restrição médica e nenhum risco à saúde, tal afirmação vem embutida de preconceito, como se o idoso não tivesse o direito de cuidar do próprio visual.

Já é comprovado cientificamente que uma correção de um “defeitinho” estético ou de alguma coisa que incomode o idoso traz grandes benefícios para sua autoestima. E idoso que tem autoestima elevada vive melhor e se cuida melhor. Portanto, é mais do que aconselhável que o idoso procure esses recursos. Torcer o nariz para um idoso que não abre mão da vaidade é o mesmo caso de desaprovar o idoso que busca um novo amor depois de ficar viúvo. Ou seja: puro preconceito. Idoso que procura melhorar sua aparência passa a bela mensagem de que não está pensando no fim da vida e sim na vida, pura e simplesmente.

Como qualquer pessoa que se submete a um procedimento estético, os idosos precisam tomar alguns cuidados e procurar os melhores caminhos. As cirurgias plásticas tradicionais, em alguns casos, não serão recomendadas por conta de sua complexidade, agressividade e risco. Lembrando que essa avaliação cabe exclusivamente ao médico.

Em linhas gerais, o mais aconselhável para o idoso é a estética avançada, realizada inclusive pela enfermagem. São procedimentos não-invasivos, com técnicas modernas e confortáveis e resultados incríveis em preenchimento bucal, correção de orelhas, estrias e rugas, eliminação de gordura localizada e muito mais.

O idoso deve usar todas essas maravilhas do mundo da estética em seu benefício, com bom senso e segurança. Passar dos limites significa deformar o próprio corpo e também a própria história. Idoso que usa a indústria da estética para não envelhecer acaba se vendo em situações constrangedoras por querer ir radicalmente contra a natureza.

Idoso vaidoso é aquele que não renega a própria idade e a própria história. É aquele que procura envelhecer bem, com saúde e uns retoques finais. 

Nayara Moreno
é enfermeira
pós-graduada
e Responsável
Técnica pela
AleNeto
Enfermagem 

  • Publicado na edição impressa de 16/02/2020
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Proprietário e Editor do Jornal Debate