Servidores da Câmara terão reajuste de 2%; vereadores ficam com apenas 0,01%

Pinhata disse que não apresentaria projeto de reajuste, mas ele acabou sendo discutido mesmo sem constar na pauta publicada no site da Câmara

Pinhata havia anunciado que não
daria aumento, mas projeto acabou
sendo discutido para reajuste de 2%

Ao contrário do que anunciou o presidente da Câmara, Paulo Pinhata (MDB), a Câmara também discutiu na noite desta segunda-feira, 30, um projeto para reajustar os vencimentos dos funcionários do Legislativo, inclusive comissionados. Pinhata havia afirmado, na semana passada, que não apresentaria projeto algum de reajuste, mas mudou de atitude. Na pauta da sessão, publicada no site da Câmara, o projeto dos servidores da Câmara sequer foi disponibilizado.

Depois de várias interrupções, porém, houve um acordo entre as bancadas para apresentação de uma emenda que concedeu um reajuste bem menor do que o prefeito Otacílio dará aos servidores do município. Pelo acordo, os funcionários da Câmara, inclusive comissionados, terão direito a um aumento de 2%. Os vereadores, porém, terão um reajuste salarial de 0,01%. O reajuste no Legislativo entrou na pauta de votação depois que os vereadores aprovaram o projeto do prefeito, que contemplou os funcionários públicos – efetivos e comisisonados – com um índice de 4.01%.

A votação teve algumas discussões. Para Marco “Cantor” Valantieri (PL), o atual presidente não está cumprindo o que costuma anunciar, de que faz economia na Câmara. “Em 2019, a devolução do duodécimo foi bem menor. Então, vejo que não estamos economizando e, sim, gastando muito mais. A devolução foi menor mesmo com o aumento da arrecadação municipal. Como presidente da Casa, o senhor deve verificar quais as torneiras que estão abertas”, disse. Pinhata não respondeu.

O projeto foi aprovado após uma paralisação de vários minutos e um acordo entre as bancadas e a apresentação de uma emenda assinada por todos os vereadores. Segundo o documento, o reajuste dos servidores da Câmara seria de 2% e para os vereadores, apenas 0,01%. Com a mudança, o projeto foi aprovado por unanimidade.

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Proprietário e Editor do Jornal Debate