Special Dog doa mais de 4 mil máscaras; Sesi distribui milhares de marmitas

Costureira do projeto ‘Mãos que Cuidam’ prepara máscara para ser doada pelo Centro Cultural Special Dog

Ações do Centro Cultural e da
instituição de ensino mobilizam
voluntários e reduzem impactos da crise

Em atos de solidariedade, o Centro Cultural Special Dog doou mais de quatro mil máscaras a entidades nas últimas semanas. A instituição de ensino Sesi, por sua vez, está distribuindo 1.200 marmitas diariamente. O objetivo é mitigar os impactos da crise do coronavírus na vida das pessoas em Santa Cruz do Rio Pardo.
A ação do Centro Cultural faz parte do projeto “Mãos que Cuidam” e é encabeçado por 40 mulheres, todas voluntárias, que costuram os equipamentos de segurança.
O tecido usado pelas costureiras pode ser lavado com água sanitária e posteriormente passado com ferro quente, conforme recomenda a Organização Mundial da Saúde.
As máscaras são confeccionadas na casa de cada costureira, de onde são recolhidas para serem enviadas às entidades. A produção semanal soma 900 modelos.
Pelo menos quatro já foram beneficiadas. Entre elas, o Lar São Vicente de Paulo, a Casa de Apoio Adelina Aloe, o educandário Lar da Criança, a Apae, e outras como a Rede do Câncer. Alunos e colaboradores do Centro Cultural também receberam algumas peças.

Funcionários e voluntários do Sesi de Santa Cruz do Rio Pardo preparam as refeições

A escola Sesi, por sua vez, também mobilizou funcionários e voluntários e está produzindo e distribuindo 1.200 marmitas diariamente. A ação em Santa Cruz é parte de um projeto que envolve todas as instituições Sesi, filiada à Federação das Indústrias de São Paulo, a Fiesp. Tudo é doado a famílias carentes e entidades.
Diretora do Sesi no município desde o início do ano, Tatiane Castro de Paula Carvalho diz que o momento é desafiador. “O objetivo do Sesi, aliás, é promover o social. E nos orgulhamos de poder fazer a diferença neste momento de crise”, diz.
Regiliane Mariano de Oliveira Gaspar trabalha na instituição há quase quatro anos. Auxiliar de cozinha, viu sua rotina mudar de uma hora para outra. As marmitas começam a ser preparadas às 5h, mas o trabalho, conta, é gratificante.
“A gente sabe que muitas famílias estão sem renda e com medo de não conseguirem colocar um alimento na mesa”, lamenta. “Poder garantir uma refeição a elas não tem preço”, diz.

As marmitas já prontas para serem distribuídas a famílias carentes

Ao todo, mais de 100 escolas do Sesi no interior paulista aderiram ao projeto de distribuição de marmitas.
Letícia Alves dos Santos é a nutricionista responsável pela cozinha da instituição de Santa Cruz há dois anos. O projeto, segundo ela, deve durar até o final de maio, quando a matriz da escola passar novas orientações aos funcionários e voluntários.
As marmitas são servidas de segunda a sábado e o cardápio é diferente a cada dia. Mas sempre inclui proteína, com carnes, e outros nutrientes essenciais.
Todos os funcionários que participam do preparo das marmitas tomam banho em casa antes de ir trabalhar. Ao chegar na escola, há outra etapa de higiene, como lavagem das mãos e uso de equipamentos, como máscaras, aventais e toucas.
As superfícies por onde passa a comida são também constantemente limpas com álcool. Até mesmo a sola do sapato precisa ser lavada antes que as pessoas entrem no refeitório.

* Colaborou: Lucas Pereira

  • Publicado na edição impressa de 17/05/2020
Sobre Sergio Fleury 5969 Artigos
Proprietário e Editor do Jornal Debate