Base governista se divide entre ‘não’ e ‘não sei’ sobre abertura de CPI

André Fleury Moraes
Da Reportagem Local

Otacílio Parras já adiantou: é contrário a qualquer abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito na Câmara para investigar o ‘cartel do lixo’ — caso que esbarrou no prefeito na semana passada. “Se fizerem, é estritamente política”, disse Otacílio na 104 FM.

A reportagem entrou em contato com os onze vereadores para saber a posição deles em relação a eventual abertura de uma CPI. Joel de Araújo (Republicanos) não respondeu.

O vereador Murilo Sala (Podemos) considerou grave a reportagem do DEBATE mostrando que Otacílio sabia das ligações entre a MRover e outras empresas. Disse que é favorável à abertura de CPI, mas tem receio do prazo. “É perigoso que nós não terminemos a investigação ainda neste ano”, disse.

Edvaldo Godoy (PSB), Milton de Lima (PL) e Lourival Heitor (SD) dizem que estão esperando a análise dos documentos e que “não estão por dentro do caso”. Marco ‘Cantor’ Valantieri (PL) e João Marcelo Santos (SD) afirmam que aguardam a posição de outros vereadores.

Já Luiz Antônio Tavares (PSB) bradou: é contrário a qualquer CPI. Questionado sobre o motivo pelo qual é contra, desligou o telefone.

Cristiano Miranda (PSB) e Maura Macieirinha (PSDB) afirmam que também aguardam a análise dos documentos requeridos pela Câmara.

Luciano Severo (Republicanos) se manifestou a favor de uma eventual abertura de CPI. Severo afirmou que o áudio divulgado pelo DEBATE é grave. “Alguma providência tem de ser tomada”, disse.

O presidente da Câmara Paulo Pinhata (MDB) também não descarta a abertura de uma comissão para investigar as denúncias. 

  • Publicado na edição impressa de 14 de junho de 2020