‘Não pode abusar’, afirma consumidora

A encarregada de cozinha Maria de Fátima Santos: “Não é gripezinha” (Foto: André Fleury)

André Fleury Moraes
Da Reportagem Local

Dona Maria tem pressão alta e consciência de que pertence ao grupo de risco. Só sai de casa se estiver portando máscara e só entra nos estabelecimentos quando tem a garantia de que o local possui álcool em gel a oferecer e é devidamente higienizado.

Encarregada de cozinha, Maria de Fátima dos Santos, 53, precisa, quase todos os dias, ir ao supermercado, padaria e, recentemente, pôde voltar a frequentar o comércio.

Mas ela segue rigidamente os protocolos de segurança recomendados pelas autoridades de Saúde do Brasil e do mundo.

Mãe de um filho, Maria também é avó de uma bebê de nove meses. “Não levo a neta para lugar algum. É perigoso”, diz.

Maria de Fátima frequenta filas de banco e de casas lotéricas para pagar seus boletos e demais contas. Muitas vezes se incomoda com o que diz ser uma falta de consciência das pessoas.

“Vejo muita gente sem máscaras e sem passar álcool em gel. As pessoas precisam entender que isso é sério”, reclama.

Dentro de casa, o álcool em gel é regra para todos. Se tornou hábito, aliás, até para a neta. “Quando ela vê a gente passando, já ergue a mãozinha e quer passar também”, conta Maria.

Para ela, “existe muita gente abusando e fazendo até festa, coisa que não épara ser feita”. “É uma doença perigosa, não é uma gripezinha”, aponta. 

 

  • Publicado na edição impressa de 21 de junho de 2020