Eleições: só em novembro

Congresso aprova adiamento do pleito em virtude do novo coronavírus; ainda há dúvidas sobre comício

 

André Fleury Moraes
Da Reportagem Local

A escolha dos novos prefeitos de Santa Cruz do Rio Pardo e região só poderá ser feita em novembro, e não em outubro, como costumava acontecer.

Na quinta-feira, 2, a Câmara aprovou a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que adia as eleições em decorrência da crise do novo coronavírus no País. O texto já havia passado pelo Senado, que aprovou em votação há duas semanas.

O primeiro turno, de acordo com a emenda, será realizado em 15 de novembro. O segundo, se houver, no dia 29 do mesmo mês. Municípios que ainda estejam eventualmente afetados pela covid poderão ter as datas modificadas mediante pedido a autoridade sanitária nacional.

Além da mudança nas datas, a PEC também altera outros prazos, como o de desincompatibilização, que foi alterado para 15 de agosto.

Em casos de funcionários públicos que já tenham se afastado — como é o caso do ex-secretário de Saúde Diego Singolani —, a mudança não altera em nada.

As convenções partidárias para a escolha dos candidatos está prevista entre 31 de agosto a 16 de setembro. O registro da candidatura, enfim, será feito em 26 de setembro.

O período para propaganda eleitoral ocorrerá entre os dias 27 de setembro a 12 de novembro. A de rádio e TV, por outro lado, poderá começar apenas 35 dias antes da antevéspera da eleição.

O principal argumento de quem votou a favor da PEC é de que, se as datas do pleito fossem mantidas para outubro, prefeitos que já estão no poder seriam favorecidos. A atual dúvida, porém, é sobre se haverá ou não comícios eleitorais.

Para o vereador e pré-candidato a prefeito Luciano Severo (Republicanos), o adiamento do pleito não significa muita coisa.

“Estamos vivendo um momento de pandemia, uma crise grave na saúde. Acredito que tudo o que tem sido feito tem uma finalidade só: preservar vidas”, afirmou.

E mesmo que as eleições fossem acontecer em outubro, Severo não acha que a data, se mantida, favoreceria aqueles que já estão no poder.

A mesma opinião tem o vereador e pré-candidato Murilo Sala. “Em algumas cidades, pode até ser que o prazo, se não fosse alterado, favorecesse quem busca a reeleição. Mas aqui, não. Até porque todos acompanham a política em Santa Cruz”, declarou na noite de ontem.

Segundo Sala, uma eventual ausência dos comícios também não faria falta. “Hoje, são poucas as pessoas que vão a estes eventos políticos”, afirmou.

A reportagem também entrou em contato com o pré-candidato Diego Singolani, mas ele não atendeu às ligações. 

  • Publicado na edição impressa de 5 de julho de 2020