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‘Não faço ideia’, diz Parras sobre solução em denúncia de peculato na Santa Casa
Publicado em: 24 de julho de 2020 às 13:46 Atualizado em: 30 de março de 2021 às 04:09
Hospital reteve dinheiro que deveria ser repassado a instituição financeira
André Fleury Moraes
Da Reportagem Local
Na coletiva de imprensa da última sexta-feira, 17, o prefeito Otacílio Parras (PSB) afirmou que quase todas as dívidas da Santa Casa de Santa Cruz do Rio Pardo “estão renegociadas ou pagas”. Nisso incluiriam os débitos trabalhistas, tributários ou de fornecedores.
Questionado sobre o tamanho do rombo que a Santa Casa pode sofrer em decorrência dos gastos de enfrentamento ao novo coronavírus, Otacílio foi taxativo: “Não estamos nem nos preocupando com isso”, sugerindo que o hospital esteja em condições financeiramente estáveis.
Não é bem assim. Há pelo menos três credores que estão interpelando judicialmente o hospital para receber dívidas que não foram pagas. Um deles é o Santander, banco com quem a Santa Casa mantinha um convênio para desconto de empréstimos consignados dos salários dos funcionários.
O hospital descontou os valores salariais na folha de pagamento de seus colaboradores. Mas reteve para si o dinheiro. O caso, se comprovado, é de apropriação indébita, peculato-desvio e pode causar até prisão. Além disso, a antiga diretoria da entidade e os interventores podem sofrer uma ação por improbidade administrativa. Questionado na sexta-feira sobre se já havia uma solução para o caso, Otacílio afirmou que “não faz ideia”.
A sindicatos regionais, a diretoria do hospital chegou a dizer, após a reportagem do jornal que tornou público o caso, que o impasse com o Santander já estaria resolvido e parcelável. Não é verdade, e o processo segue tramitando regularmente.
O banco, aliás, rejeitou a proposta de acordo oferecida pelo hospital na semana passada. E pediu para que o Ministério Público apure os crimes cometidos pela entidade — que confessou ter retido o dinheiro em sua conta.
A preocupação dos sindicatos está no fato de que os funcionários podem ter seus nomes negativados nos mecanismos de proteção ao crédito, como SPC ou Serasa.
Publicado na edição impressa de 19 de julho de 2020