Nalini: A solução QR Code

A solução QR Code

 

José Renato Nalini *

O advento desta verdadeira Terceira Guerra Mundial de desinformação, contradições e pânico torna mais urgente a disseminação de táticas protetivas da vida humana.

Uma delas, que já é bem utilizada, mas precisa ser rapidamente disseminada para abranger toda a vida negocial é o uso do QR Code. É aquele código de barras que armazena informações e facilita a vida de todos. Quando estático, guarda os dados da conta do vendedor, para que ele receba o pagamento. Quando na funcionalidade de código dinâmico, ele inclui o valor da operação.

Já funciona a contento a carteira digital, aplicativo qual verdadeira conta de pagamentos e que pode ser integrado ao cartão de crédito. O valor dessa carteira serve para pagar compras pela internet ou em qualquer estabelecimento que disponha de QR Code.

A China é o exemplo concreto de que isso pode funcionar. Tudo passa pela carteira virtual e torna desnecessário o uso de cartões e as maquininhas que, logo mais, serão destinadas à arqueologia. As empresas geridas por jovens mentalidades – não é cronologia, porque há também moços que já nascem carcomidos – souberam inovar e aprimorar esse instrumento que ainda precisa de regulamentação pelo Banco Central.

A diferença entre China e Brasil é que lá não existia cartão de crédito, nem maquininhas. A primeira experiência digital foi o QR Code. Aqui, praticamente 40% do consumo familiar se faz mediante uso do cartão de crédito. Há quase 50 maquininhas de cartão para cada mil habitantes.

As vantagens da implementação mais abrangente do QR Code não é apenas a redução dos custos, com a eliminação da cadeia de intermediários. Hoje a taxa é repartida entre maquininha, bandeira e banco emissor do cartão. Com o QR Code, paga-se uma única empresa, a responsável pela carteira virtual.

Esse aspecto perde importância diante da necessidade de se precaver quanto ao corona vírus e a outras pandemias que ainda virão, diante da incompetência do Estado em proteger seus cidadãos e preferir o investimento em obras suntuosas e perdulárias, como os estádios que se multiplicaram no Brasil, com vistas à Copa. Conduta típica de subdesenvolvido: passa fome e faz festa para estrangeiro ver.

Vamos pensar em QR Code ampliado para diminuir gastos e, simultaneamente, prevenir o quão possível a proliferação de mortes. Aguardemos opiniões dos mais doutos. 

* José Renato Nalini é
desembargador, reitor da
Uniregistral, palestrante e
conferencista. Foi presidente
da Academia Paulista de Letras

 

  • Publicado na edição impressa de 23 de agosto de 2020