Prefeitura fecha clínica e Otacílio lamenta: “Foram irresponsáveis”

O prefeito Otacílio Parras (PSB) (Foto: André Fleury)

Fisioterapeuta de Santa Cruz trabalhou sem máscara mesmo estando infectada pela Covid-19

 

Sérgio Fleury Moraes
Da Reportagem Local

Uma clínica de pilates e fisioterapia foi interditada pela prefeitura de Santa Cruz do Rio Pardo no início da semana. Segundo anunciou publicamente o prefeito Otacílio Parras (PSB), em suas lives diárias no Facebook, além do fechamento do local por 14 dias, o estabelecimento foi multado e a prefeitura registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil. O caso envolve uma funcionária que, mesmo com a covid-19, continuou atendendo pacientes – e sem o uso de máscaras.

O nome do estabelecimento não foi divulgado, nem mesmo o da funcionária contaminada. “Esta pessoa desrespeitou tudo o que há nas regras de saúde pública. Ela continuou trabalhando sabendo que poderia contaminar seus clientes”, disse o prefeito.

De acordo com as informações, a fisioterapeuta apresentou os sintomas de covid-19 e foi orientada a ficar em quarentena, inclusive com notificação assinada. No entanto, manteve o trabalho na clínica. Na terça-feira, chegou o exame confirmando a contaminação.

No mesmo dia, agentes da Vigilância Sanitária foram até a clínica e encontraram a profissional trabalhando normalmente com mais seis clientes, todos sem máscaras. “Uma pessoa que disse estar cuidando da saúde do próximo agindo desta forma, colocando em risco seus clientes”, explicou o prefeito.

De acordo com Otacílio, o município é obrigado a adotar as medidas punitivas. “Não podemos divulgar o nome da profissional ou da clínica. Mas para que não fique generalizado em todas as clínicas, quem costuma frequentar estes estabelecimentos basta telefonar e perguntar se o local está ou não interditado”, disse.

A desobediência, de acordo com o prefeito, fez com que a Vigilância Sanitária começasse a procurar os clientes em busca de contaminados nos respectivos domicílios. Todos ficarão em observação durante alguns dias.

“Isto pode ser o início de um novo pico em Santa Cruz do Rio Pardo. A doença não acabou e uma atitude dessas é possível jogar todo o trabalho feito pela população, todo o sofrimento dos comerciantes na parte financeira e das crianças ficando em casa sem aula. Isto é uma irresponsabilidade de alguém que se diz profissional”, disse Otacílio Parras. 

 

  • Publicado na edição impressa de 30 de agosto de 2020