Jornal chega aos 43 anos e mantém liderança na região

Lançado em 1977, é o jornal mais longevo da história de Santa Cruz; foi o primeiro em toda a região na adoção de cores

 

Há 43 anos, no dia 17 de setembro de 1977, a primeira edição do DEBATE — a de número zero — chegava aos lares de Santa Cruz do Rio Pardo. Era o início de uma trajetória que iria transformar o jornalismo de toda a região. Quatro décadas depois, o jornal se firma na liderança em toda a região e consolida sua mídia digital — através de seu site (www.debate.com.br), redes sociais e assinaturas digitais. Foi o primeiro da região a ingressar na internet, primeiramente numa parceria com o UOL, em 1999. Atingiu hoje, enfim, sua maturidade.

Quando os primeiros exemplares foram distribuídos, seu diretor, Sérgio Fleury Moraes, ainda era menor de idade. Ele precisou se emancipar para oficializar juridicamente a empresa jornalística. Fleury foi o único dono do semanário durante as mais de quatro décadas. Hoje, seu filho André Hunnicutt Fleury Moraes — estudante de Jornalismo na Unesp de Bauru — já é jornalista atuante na redação.

O DEBATE, na verdade, foi o sucessor de um pequeno jornal estudantil editado na época em que Sérgio Fleury ainda ocupava os bancos escolares dos ensinos médio e fundamental. “O Furinho”, impresso inicialmente em “mimeógrafos” e álcool ou tinta, era vendido pelo próprio editor de casa em casa.

Em 1977, Sérgio decidiu lançar o DEBATE e profissionalizar seu trabalho. O jornal cresceu ao longo dos anos, contratou profissionais reconhecidos no mercado — como Montezuma Cruz, Aurélio Alonso, Thelma Kai, Elaine Damaceno, Fabielle Fortaleza, Natália Martineli e outros. Investiu em sede própria, maquinários e alta tecnologia na informática.

Foi o primeiro jornal impresso em cores em toda a região, além de ser o pioneiro em dotar as oficinas com equipamentos de fotolito, a partir de 1982. Hoje, em vista da tiragem e do custo, a impressão é terceirizada.

No entanto, nem tudo foram flores na trajetória do jornal. Foi perseguido durante a ditadura militar e, inclusive, fichado no Ciex — Centro de Informação do Exército — como integrante da chamada “imprensa alternativa”, que fazia oposição ao regime e defendia a volta da democracia.

Além de dezenas de colaboradores de Santa Cruz do Rio Pardo e região, o jornal passou a ter colunistas famosos. É o caso do escritor Fernando Morais — autor de “Olga” e “Chatô, o Rei do Brasil”, que assinou coluna nos anos 1980. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso começou a assinar uma coluna quando ainda era senador da República. Deixou de escrever para o DEBATE quando se tornou ministro da Fazenda e, em seguida, candidato a presidente da República em 1994. No total, FHC assinou várias coluna no jornal durante dez anos.

O DEBATE também enfrentou a fúria de prefeitos, a maioria processados e condenados aós reportagens do jornal. Hoje, uma de suas características é o jornalismo investigativo.