João Ferreira

Nefarious

Coluna de João Ferreira

Nefarious

Publicado em: 10 de agosto de 2023 às 23:19
Atualizado em: 10 de agosto de 2023 às 23:22

Seguindo a trilha da semana passada, em que tratamos de um filme lançado recentemente (Barbie), Nefarious é um filme de terror independente no qual um psiquiatra, chamado James, precisa avaliar a higidez mental de um assassino para que ele possa ser levado à cadeira elétrica. A película é uma grata surpresa.

A estória possui um enredo simples, mas há complexos dilemas morais e religiosos contemporâneos abordados na trama. Não há qualquer personagem vil desconhecido. Aliás, o próprio nome traduzido é simples: nefasto ou perverso ao extremo.

Porém, ainda que conhecido, o vilão continua com a sua eterna tarefa de escamotear a sua existência e plantar a semente do mal nas mentes e corações dos seres humanos.

Diante de todas as iniquidades que existem pelo/no planeta, fica claro, no filme, que não adianta negar a existência de entes malévolos. Há pessoas más, que fazem coisas más e são tentados por anjos caídos. O bem e o mal não são construções sociais, como quer fazer acreditar o psiquiatra da peça.

O que existe é um culto à maldade, praticado cotidianamente, escalando, degrau por degrau, rumo a níveis cada vez mais elevados. Tentações pequenas se avolumam e as injustiças crescem, envolvendo o pecador em um oceano de depravações morais.

O mal está debaixo dos nossos narizes: a trapaça contra o sócio, o egoísmo com mais pobres, a maledicência em desfavor dos colegas de trabalho, etc. Mas ninguém vê. A danação eterna nem sempre acontece por meio de um único ato gravoso e mortal, mas, geralmente, pela sucessão de pequenas condutas erradas praticadas durante toda a vida. Além disso, o mal está conseguindo vencer porque, afinal, é uma “construção social”, que pode ser manejado conforme os conceitos fluídos de uma moralidade corrompida pelo secularismo sem freios. O ser humano parece bastar por si só, ou seja, está demasiadamente ensimesmado, tendo adotado uma crença na fé política como (única) panaceia contra os males do mundo. As pessoas passaram, em parte, a serem hospedeiras de tentações concretizadas.

Aliás, embora seja uma pseudo-resenha de um filme, onde está a ficção e onde está a realidade nisso tudo?

Um dos exemplos reside na política. Embora haja muitas pessoas de boa vontade, é nela que encontramos muitos personagens peçonhentos da existência humana. E sabem o que acontece: ninguém vê. Pior: ainda votam em serpentes perigosas com a promessa do paraíso na Terra.

Tais animais ardilosos enganam, iludem, corrompem e tentam provar que são pessoas de bem, conforme as “construções sociais”. Coronéis, nepotistas, corruptos, ditadores, fascistas, nazistas, enfim, há mal para todos os gostos. O problema é que ninguém mais quer (ou consegue) ver o óbvio.

O desafio desta coluna (também) é, semanalmente, alertar os incautos de que o mal existe e está em toda parte. Resta saber se continuarão permitindo que ele continue disfarçado e convencendo a todos de que ele não existe. Sim, ele existe, e às vezes pede até o seu voto.

 

Taleb

De acordo com Nassim Nicholas Taleb (no Twitter), ensaísta líbano-americano, “vingança é uma obrigação moral” e “tempo gasto com vingança nunca é tempo perdido”. Na política, tem coronel que pensa isso mesmo.

 

Perverso ao extremo

Todo coronel da política é nefasto, sim.


João Ferreira

João Ferreira

João Ferreira é advogado


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