CULTURA

Em fascículos, jornal vai reeditar livro sobre coronel Tonico Lista

Lançamento está previsto para setembro, quando o DEBATE completa 45 anos de existência em S. Cruz

Em fascículos, jornal vai reeditar livro sobre coronel Tonico Lista

A fascinante história do coronel Tonico Lista, contada no livro à direita, sairá em fascículos

Publicado em: 25 de junho de 2022 às 02:16

Sérgio Fleury Moraes

Uma das mais importantes obras sobre a história de Santa Cruz do Rio Pardo, o livro “Coronel Tonico Lista — o Perfil de uma Época” será reeditado em forma de fascículos encartados no jornal. A previsão de lançamento é para o mês de setembro, quando o DEBATE completa 45 anos de fundação.

O livro sobre o mais emblemático chefe político da história cidade, assassinado há um século, foi finalizado por José Ricardo Rios nos anos 1980, mas lançado somente após a morte do escritor. Rios foi adiando o lançamento do livro ao longo de anos porque dizia que ainda havia pessoas vivas da época de Tonico Lista.

Ele chegou a anunciar o lançamento do livro em 1978, mas adiou e ainda enriqueceu sua história. Rios tinha coleções de jornais da época, mas as edições de “O Trabuco”, que fazia oposição a Lista, desapareceram após sua morte.

O escritor foi colunista do jornal desde sua fundação e morreu em 1998. Anos depois, seu genro, o empresário Benedito Celso Martins, resgatou os manuscritos da obra e firmou uma parceria com o DEBATE para sua edição. O livro foi finalmente lançado em janeiro de 2004 e está esgotado.

José Ricardo Rios pesquisou sobre a vida de Tonico Lista durante décadas. Comerciante de café, era filho de Carlos Rios, que foi funcionário do coronel. Ele entrevistou amigos e inimigos de Tonico Lista, pesquisou jornais da época e registros da polícia, conversou com moradores antigos de Santa Cruz e conseguiu fotos inéditas, como da viúva do coronel e do soldado que o assassinou.

O escritor também entrevistou a ex-escrava “Sinhá Inocência” — que morreu em Santa Cruz em 1963, aos 104 anos — e até um dos filhos do coronel, “Joãozinho” Lista, que passou seus últimos dias na cidade que o pai comandou durante duas décadas no início do século passado. João, inclusive, autorizou Rios a publicar a biografia mediante uma escritura pública lavrada em cartório.

A ideia de reeditar o livro em fascículos semanais surgiu há alguns meses e tem o apoio de Benedito Celso Martins, genro do autor e filho do ex-prefeito Joaquim Severino Martins. Amante da história de Santa Cruz, ele concorda que a obra de José Ricardo Rios, cujo livro se esgotou rapidamente em 2004, precisa ser ampliada para que as gerações atuais conheçam mais profundamente a trajetória do mais poderoso coronel que já existiu na cidade.

O texto de Rios é agradável e empolgante. Ele narra fatos históricos, como o suicídio do coronel Batista Botelho, a presença de Júlio Prestes na cidade e outros episódios que mostram a importância da Santa Cruz do Rio Pardo nas primeiras décadas do século XX.

A obra traz, inclusive, declarações oficiais de personagens históricos prestadas em depoimentos à polícia, o julgamento do coronel no Tribunal de Justiça de São Paulo, as repercussões na imprensa e até o laudo cadavérico de Tonico assinado pelo médico Carlos Gonzaga de Oliveira, que morou em Santa Cruz e foi amigo do coronel.

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