CULTURA

Gratidão em forma de poesia

Escritora Maria Angélica Souza lança o livro “Palavra em Brasa” no próximo sábado, 18, em Santa Cruz

Gratidão em forma de poesia

A escritora 'Kali'

Publicado em: 11 de dezembro de 2021 às 02:41
Atualizado em: 15 de dezembro de 2021 às 19:19

Sérgio Fleury Moraes

A santa-cruzense Maria Angélica Silva Souza, 56, hoje residente em Osasco, tem uma história de gratidão pela cidade natal. Afinal, ela cresceu em Santa Cruz, estudou nas escolas públicas da cidade e recebeu uma sólida educação de bons professores. O resultado é que “Kali”, o apelido que a acompanha desde a juventude, se tornou uma escritora compulsiva e uma poetiza renomada.

No próximo sábado, 18, no recinto da Câmara Municipal de Santa Cruz, Kali vai lançar seu primeiro livro “solo”, cujo título é “Palavra em Brasa”. São mais de 70 poemas, cuja edição esteve a cargo do músico e escritor Guga Domênico, também santa-cruzense. “A mãe do Guca foi minha professora e ele deu uma certa ordem cronológica às poesias”, explicou Kali. A escritora já participou anteriormente de uma coletânea de poesias.

Décima segunda filha de uma família de quinze filhos, Maria Angélica aprendeu as primeiras letras antes mesmo dos bancos escolares, através de seu pai. Mas foi devorando os livros das bibliotecas públicas e escolares que Kali ficou apaixonada pela literatura — principalmente poesias.

A escritora não esconde que viveu infância e juventude felizes em Santa Cruz do Rio Pardo, daí seu desejo de retribuir em forma de poemas, em cujos textos a cidade é citada. A ligação com Santa Cruz é tão forte que Kali escolheu fazer o lançamento na Câmara Municipal. No entanto, todo o resto da história do livro foi uma surpresa.

O marido Jean Carlos de Souza, na verdade, começou a coordenar o livro sem que Kali soubesse. Seria um presente de final de ano. Ele recorreu ao músico santa-cruzense Guga Domenico, que por sua vez convidou o professor José Magalli Junqueira — maestro da Orquestra Santa Cruz — para escrever o prefácio. De quebra, a impressão da obra esteve a cargo da editora Viena, cuja sede é no município. A solenidade será apresentada pelo professor José Eduardo Catalano.

Mas o plano tomou vulto e todos resolveram contar a surpresa para Kali. “Palavras em Brasa”, aliás, tem poemas escritos durante a pandemia e outros da juventude, da época de Santa Cruz. “Quem leu, disse que é um livro bem feminino e eu falo sobre meus vizinhos e amigos da época da infância. Mas também tem poemas que escrevi na adolescência ou quando estava grávida. Meu filho hoje tem 30 anos”, contou.

A escritora santa-cruzense Maria Angélica Silva Souza, a “Kali”, que lança o livro no próximo dia 18

Kali morava na vila Fabiano e é filha de Braz da Silva, antigo servidor do Centro de Saúde, e Ruth da Silva. Ela estudou o ensino fundamental na escola “Maria José Rios” e ainda se lembra com saudades das professoras Vali Queiroz e Odila Mastrodomênico.

Mais tarde, já na escola “Leônidas do Amaral Vieira”, continuou com excelentes professores, citando Adalberto Domingues, Celso Fleury Moraes e Magalli Junqueira. “Estas aulas me incentivaram a escrever cada vez mais, embora eu tenha começado muito cedo a ter intimidade com as letras”, disse.

Na verdade, Kali sempre participou de atividades culturais, inclusive participando de concursos literários nas escolas. A escritora chegou a escrever a peça teatral “Abre as Asas Brasil”, juntamente com Cláudia Pellegrino e Paulo Massud, que foi apresentada durante três dias no antigo cinema de Santa Cruz, hoje Palácio da Cultura “Umberto Magnani Netto”.

Aliás, Kali participou da inauguração do Palácio da Cultura em 1986, com a presença do escritor Plínio Marcos e da então deputada e atriz Bete Mendes. “Eu adorava o Bertinho e aquele evento foi marcante”, lembrou. A escritora também frequentava clubes e chegou a ser eleita “Rainha do Café” em Piraju, como representante de Santa Cruz do antigo Clube dos Vinte.

Ela se formou no magistério em 1986 e, um mês depois, se casou com Jean — cujos pais são de Santa Cruz do Rio Pardo — e se mudou para Osasco, onde lecionou em várias escolas.

“A poesia é uma espécie de obrigação para mim, uma necessidade quase orgânica, uma válvula de escape. É como tomar água. Acredito que a poesia que uma pessoa vai precisar, certamente vai chegar às mãos dela um dia”, disse.

Kali conta que sempre “respirou” artes, especialmente música. “Eu me lembro da minha mãe limpando a casa e cantando músicas espanholas”, disse. Além do filho baterista, ela tem um sobrinho que é multi-instrumentista.

Alguns poemas, aliás, foram musicalizados por Ronaldo Xisto, um artista de Osasco, e foram tocados na rádio 104 FM, entre outras. É por isso que na casa de Kali e Jean a música está presente em todos os cantos e o único filho virou baterista. Os Beatles, por sinal, fazem parte da decoração da casa e Kali chegou a visitar Liverpool, terra que viu o surgimento da famosa banda.

E não é só. Kali também pinta óleo sobre tela e aquarelas. Uma destas pinturas é a capa de “Palavra em Brasa”, escolhida a dedo pelo editor Guca Domenico. A cerimônia de lançamento do livro, no próximo sábado, 18, terá a apresentação da orquestra do professor Magalli e outras surpresas para o público.

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