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Cristiano Tavares chegou à Câmara de Santa Cruz após três eleições

Cristiano Tavares chegou à Câmara de Santa Cruz após três eleições

Domingo, 24 de janeiro de 2021

Vereador eleito pelo grupo do prefeito Diego Singolani conta sua difícil história de vida, inclusive como descobriu que tem “dois” pais

Sérgio Fleury Moraes

Da Reportagem Local

Aos 44 anos, Cristiano Tavares (PSD) fez sua estreia na Câmara Municipal na noite de segunda-feira, 11, quando houve a primeira sessão extraordinária de 2021. Apesar de eleito somente em 2020, ele é um nome conhecido do eleitorado, já que disputou sua terceira eleição. Nas outras duas, ficou de fora por poucos votos, mas sua votação sempre foi crescente. Em novembro do ano passado, foi o quinto mais votado.

“Foi a realização de um sonho que nasceu em 2010”, diz Cristiano. Na época, ele era funcionário da Codesan e sempre estava em contato com autoridades para sugerir obras e apontar reclamações da população. “Mesmo sem ser político, a gente pode ajudar de alguma forma os moradores. Foi, então, que decidi ir mais fundo, ingressando na política”, contou.

Cristiano se filiou ao PHS na época, a convite de Célio Guimarães. Em 2012, disputou sua primeira eleição. Não conseguiu a vaga, mas seus 413 votos representaram uma votação maior do que a vereadora Cleuza “Enfermeira” Soares, eleita pelo PR.

Ele revelou que não tinha muita expectativa de vitória, pela falta de experiência e pelo fato da Codesan ser um local onde vários candidatos disputam voto. “Além disso, eu não era muito conhecido”, admitiu.

Mas Cristiano tentou novamente em 2016. Foi o 12º mais votado, com 456 votos, mais do que dois vereadores eleitos naquele ano — Paulo Pinhata e Marco “Cantor”. Mais uma vez, ficou de fora por “detalhes”, pelo cociente eleitoral partidário. Foi suplente nas duas legislaturas, mas não teve a sorte de assumir o mandato em nenhuma sessão.

Claro que a expressiva votação não podia ser deixada de lado. Era necessário “tirar a prova” numa terceira disputa. Em 2020, Cristiano Tavares já era empresário e dono de uma agência de turismo, trabalhando com lojistas de toda a região. Finalmente, conquistou a vaga, sendo o quinto mais votado com 549 votos.

O sonho, afinal, se realizou. Mais do que isto, foi uma vitória de uma vida feita de superações. Cristiano disse que não tem vergonha de falar sobre os dramas que enfrentou na juventude. “Tive envolvimento com drogas e muitos problemas, mas consegui superar”, contou. Aliás, Cristiano buscou a religião e se converteu em 1999.

Há 20 anos, é presbítero da Assembleia de Deus Ministério do Belém. “Procuro testemunhar sobre meu passado e creio que minha história pode ajudar muitas famílias que enfrentam este mesmo problema”, explicou.

O vereador está empolgado com o novo desafio e disse que o cargo aumenta a responsabilidade de lutar por melhorias à população. “Quero trabalhar muito pelos jovens e também gosto da área social”, disse. Como membro da Assembleia de Deus, ele já conseguiu emendas parlamentares de deputados ligados àquela igreja antes mesmo de ser vereador. “Agora acredito que será mais fácil”, avalia.

No entanto, pela experiência no Turismo, Cristiano sabe que pode contribuir ainda mais com a cidade que há três anos se tornou MIT — Município de Interesse Turístico. Se hoje, como empresário do turismo, ele organiza excursões para o bairro do Brás, em São Paulo, ou cidades voltadas ao lazer, o vereador acredita que, no futuro, pode estar trazendo turistas para Santa Cruz. “É uma possibilidade. Por que não?”

Cristiano avalia que a atual administração não terá problemas com a Câmara neste início de mandato. “É como um casamento. Sempre começa bem”, brinca. Porém, o vereador acredita no potencial de Diego Singolani como prefeito de Santa Cruz do Rio Pardo. “Ele é jovem, inteligente e muito disposto a trabalhar pela cidade. Além disso, é fácil de dialogar”, afirmou.

Nem mesmo as declarações do ex-prefeito Otacílio Parras (PSB), de que será novamente candidato em 2024, vai atrapalhar a gestão de Diego, na visão de Cristiano. “Na verdade, até 2024 tem muita água para passar debaixo da ponte. Ninguém sabe o que vai acontecer amanhã, mas o prefeito hoje é o Diego”, disse.

GRATIDÃO - Na sala do vereador do PSD, o retrato do pai de criação



Antes de se tornar político, Cristiano teve provavelmente a maior descoberta de sua vida. Filho de Antônio Carlos Tavares, o ex-contador da Câmara que era conhecido como “Macarrão”, ele soube há alguns anos que, na verdade, era filho de criação. Foi registrado, inclusive, dois anos depois do nascimento. “Macarrão” morreu em 2005.

“Na adolescência, as pessoas me indagavam se eu era filho daquele esportista, já que parecia muito com ele. Eu não entendia nada. Só depois fui conhecer meu pai biológico”, contou. O curioso é que o pai biológico foi goleiro e Cristiano, ainda sem saber da história, seguiu seus passos. “Não só eu, como meu filho também gosta de jogar como goleiro”, disse.

Cristiano se refere ao ex-jogador da Esportiva Santacruzense Ricardo Ramalho, o “Dagô”, hoje radialista e técnico em edificação. “Eu passei a ter um relacionamento muito bom com ele desde esta descoberta”, disse o vereador. “Não é todo mundo que tem a graça de ter dois pais”.

Pouco antes da posse, Cristiano Tavares escolheu o seu gabinete no prédio e não sofreu qualquer objeção por parte dos colegas. Como cada sala foi batizada há anos com o nome de uma personalidade de Santa Cruz, o vereador ocupa o “Gabinete Antônio Carlos Tavares”. 



  • Publicado na edição impressa de 17 de janeiro de 2021


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