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Em recuperação lenta, varejo teme fim do ano

Em recuperação lenta, varejo teme fim do ano

Terça, 15 de setembro de 2020

Loja de calçados aposta em vendas online

André Fleury Moraes

Da Reportagem Local

Em lenta recuperação após meses de comércio fechado, o varejo ainda sofre. Quem diz é o gerente da Val Calçados Douglas Buzolin, 24, que tem enfrentado dificuldades com fornecedores e na reposição de estoque. Douglas conversou com a reportagem na última sexta-feira, 4, e admite também que os preços de produção aumentaram.

A previsão para o retorno à normalidade está apenas para o ano que vem. “O que nos ajudou um pouco foi o Dia dos Pais, quando as vendas subiram”, diz. O problema, agora, está nas metas para o final do ano — que certamente será diferente do que os demais.

“As mercadorias não chegaram. E agora, que precisamos repor os estoques, temos problema com preço e atraso”, diz. Alguns fornecedores, diz Buzolin, são do Ceará e voltaram a trabalhar há menos tempo do que São Paulo. “Fora a equipe reduzida, que não consegue suprir a demanda de todo o Brasil”, alerta.

O principal entrave acontece entre as marcas cuja compra é programada antecipadamente, como as importadas. “A entrega só será feita no ano que vem. Teremos de reduzir o pedido, já que início de ano não é uma época tão boa quanto dezembro”, diz. É o caso da Nike.

O preço dos fornecedores também subiu. “Mas a gente não pode passar isso para o consumidor final. A economia ainda está fraca”, aponta. A alternativa é comprar à vista e à pronta-entrega para não sair no prejuízo.

A preocupação, no entanto, não acontece somente com os calçados — carro chefe da loja —, mas também entre roupas e outros produtos que são vendidos na empresa. “Acredito que o setor de varejo em geral esteja com este problema”, diz.

“Um fornecedor me ligou e disse que está em falta o E.V.A, por exemplo. Para este ano não teremos mais”, diz. Um dos caminhos foi voltar a negociar com fornecedores com quem havíamos parado de trabalhar. “Temos de ter pelo menos um dezembro bom como nos outros anos”, cita.

Nada impediu, no entanto, que a loja parasse de vender durante o período. É que há alguns meses Douglas teve a ideia de vender produtos pela internet. Foi o site Mercado Livre que abriu a possibilidade. Já houve compradores até do Pará. “O preço é o mesmo. Mas podemos expandir a loja para outro público que não o da região”, diz. 



  • Publicado na edição impressa de 6 de setembro de 2020


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