ECONOMIA

Ano eleitoral é obstáculo para casas populares

Terreno ofertado pelo ex-prefeito Otacílio não foi aceito pela CDHU, e Diego tenta novo projeto

Ano eleitoral é obstáculo para casas populares

Em 2017, CDHU sorteou 80 casas populares na região do jardim São João; evento ocorreu na Expopardo

Publicado em: 30 de julho de 2022 às 03:59

Sérgio Fleury Moraes

Mesmo com a construção de inúmeros bairros residenciais nos últimos anos, a maioria pela iniciativa privada, o déficit habitacional em Santa Cruz do Rio Pardo ainda é preocupante. De acordo com técnicos do governo, a cidade ainda precisa de, no mínimo, 2.000 casas populares para começar a zerar este déficit. Este foi, por sinal, o número de casas populares que o ex-prefeito Otacílio Parras imaginava construir em seu governo, conforme anunciou pouco tempo depois de assumir o comando da administração. No entanto, construiu pouco mais de uma centena, a maioria em projetos que estavam definidos na administração de Maura Macieirinha (PSDB).

Diego Singolani (PSD) acha temerário prometer casas, mas está articulando obras da CDHU junto a técnicos do governo estadual. O prefeito tem bom trânsito com o governador Rodrigo Garcia (PSDB), mas esbarra em alguns obstáculos para tirar projetos da gaveta.

Um deles é o período eleitoral, cuja legislação dificulta a assinatura de convênios. Além disso, Diego apoia a candidatura à reeleição do atual governador, e uma mudança nas eleições de outubro compromete eventuais solicitações do município.

Quando deixou o governo, o ex-prefeito Otacílio Parras (PSB) anunciou a desapropriação de uma grande área nos arredores do recinto da Expopardo, exclusivamente para a construção de casas populares. Em entrevistas, o ex-prefeito garantia que a área deveria possibilitar a construção de centenas de habitações.

A sorte, entretanto, foi que a administração sequer negociou a desapropriação com a família Quagliato. Mesmo assim, Diego continuou ofertando a área com técnicos habitacionais, mas a CDHU, empresa vinculada ao Governo de São Paulo, não aceitou o terreno.

O problema é que, além da geografia física, a CDHU também analisa outros critérios, como a estrutura do local. E os técnicos perceberam que a área “reservada” por Otacílio não tem condições de receber moradias populares pela ausência de pontos de ônibus, postos de saúde ou creches. Além disso, o local não possui rede de água e esgoto, o que elevaria o preço por unidade habitacional.

Como não houve desapropriação, o prejuízo foi apenas a negativa da CDHU.

Por outro lado, o prefeito tem outro problema: as avenidas Ariosto Moura César e Rosa Nantes, nos altos da Estação, foram construídas sem a drenagem necessária. A obra tem um alto custo e ficou obrigatoriamente para a gestão de Diego.

“Como terei que fazer esta obra, achei por bem ofertar uma outra área nos arredores do Jardim Fátima para a construção de casas populares. Pelo menos aquele local possui rede elétrica, água e esgoto, além de creche, escolas e postos de saúde”, disse o prefeito.

A administração já começou a negociar com a família proprietária da área perto do Jardim Fátima. “Pretendo comprar o terreno, mas vamos negociar no momento certo. Afinal, há cana plantada e isto pode encarecer uma futura desapropriação amigável”, explicou.

A compra de um segundo imóvel pela atual administração, nos arredores do Distrito Industrial, também pode impulsionar a construção de casas populares em outro ponto da cidade. É que Diego anunciou a aquisição de uma área na saída para Ourinhos, pela vicinal Plácido Lorenzetti, onde pretende construir a nova rodoviária de Santa Cruz do Rio Pardo.

A obra pode impulsionar o desenvolvimento habitacional naquele setor da cidade, onde nos últimos anos foram construídos os bairros Planalto, Lorenzetti-1, Lorenzetti-2 e outros. Uma nova rodoviária certamente despertaria novamente o interesse por casas populares nos arredores.

Curiosamente, Diego retoma um projeto defendido em 2011 pela antiga ONG Apodesc — Associação de Apoio ao Desenvolvimento de Santa Cruz do Rio Pardo — durante o governo de Maura Macieirinha. A então prefeita, porém, resolveu transferir a obra para um terreno do município nas imediações da Cerealista Rosalito.

Os alicerces foram construídos, mas Otacílio Parras assumiu o governo em 2013 e abandonou o projeto. O terreno, por sinal, foi vendido pelo município à Cerealista Nardo.

Diego Singolani tem a mesma opinião dos membros da antiga Apodesc. A área às margens da rodovia Orlando Quagliato, nas imediações do Distrito Industrial, possui grande fluxo de veículos, principalmente ônibus. Assim, uma nova rodoviária naquele local aumentaria naturalmente a oferta de viagens por empresas rodoviárias.

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