ECONOMIA

Comércio se anima com a reabertura

Vendas melhoraram e comerciantes apostam no Dia das Mães, mas temor é novo fechamento

Comércio se anima com a reabertura

Artur Araújo, presidente da ACE, diz que comércio foi o que menos demitiu e agora está contratando

Publicado em: 01 de maio de 2021 às 01:38
Atualizado em: 01 de maio de 2021 às 01:41

Sérgio Fleury Moraes

Aberto para atendimento presencial desde o dia 19 de abril, o comércio de Santa Cruz do Rio Pardo já começou a sentir um aumento nas vendas, depois de um tímido reinício. “A nossa aposta agora é o Dia das Mães”, diz Douglas Buzolin Franciscon, 24, gerente de três das cinco unidades da rede de lojas “Val Calçados”.

O presidente da Associação Comercial e Empresarial (ACE), Artur Alberto Andrade Araújo, 53, confirma que houve uma sensível melhora na segunda semana de reabertura. “A gente percebe pelas ruas, já que o movimento é outro. E agora há uma grande expectativa em relação ao Dia das Mães, que é uma espécie de segundo Natal para nós”, disse.

Artur é dono da “Casa Araújo”, que comercializa brinquedos. “Na primeira semana o movimento foi pequeno, mas agora melhorou. Estamos seguindo os protocolos e, no meu caso, só deixo entrar uma pessoa na loja ou a criança acompanhada de um adulto, para escolher o brinquedo. É que, muitas vezes, a família toda vai ao comércio”, explicou.

O número de clientes dentro das lojas depende do total de vendedores. No caso do estabelecimento de Artur Araújo, são quatro vendedores e, portanto, podem entrar quatro clientes. “Mas estamos evitando todo tipo de aglomeração, além de exigir máscaras e o uso do álcool em gel”, disse.

O prefeito Diego Singolani (PSD) liberou a abertura do comércio em Santa Cruz, desde o dia 19 de abril, praticamente a contragosto. Ele disse que, pelos números da pandemia na cidade, tudo deveria ainda permanecer fechado por mais alguns dias. Entretanto, pressionado pelos comerciantes e pela ACE, seguiu o Plano São Paulo do governador João Doria (PSDB). Santa Cruz alcançou na sexta-feira 88 mortos pela covid-19 e continua com seu único hospital lotado.

Antes do afrouxamento, só era permitido o sistema “drive thru”, com o consumidor atendido num balcão na porta do estabelecimento. “É muito diferente. No balcão, o cliente pede um produto específico. Dentro da loja, ele vê outras alternativas e acaba comprando por impulso, ampliando os pedidos”, explicou Artur.

Como presidente da ACE, Artur Araújo confirma que o maior temor dos comerciantes é quanto a um novo fechamento. “Há um medo generalizado. Outro problema é a reposição de estoques ante este receio de fechamento”, explicou.

Segundo ele, Santa Cruz do Rio Pardo é uma cidade diferenciada, com uma economia muito forte. “Veja que o nosso comércio foi a atividade que menos demitiu durante a pandemia. Na ACE, vemos diariamente contratações e muitos comerciantes estão animados com o retorno do movimento nas ruas”, avaliou. Segundo o dirigente, isto se deve também às indústrias que permaneceram funcionando na pandemia, como arrozeiras e produtoras de alimentos. “Elas garantem os empregos dos consumidores no comércio”, lembrou.

Para Artur, algumas atividades como salão de festas e eventos, foram as mais afetadas na pandemia. “Muitos não vão voltar mais. Estão fechados há muito tempo e alguns proprietários, inclusive, mudaram de ramo”, afirmou.

O gerente da rede de lojas “Val Calçados”, Douglas Buzolin Franciscon, 24, confirma que o movimento no comércio melhorou a partir da segunda semana de reabertura. “Estamos começando a sentir uma melhora, mas a verdade é que ainda estamos com receio de repor estoques”, explicou.

Douglas contou que a rede de lojas bloqueou muitos faturamentos para reduzir os custos e está pensando seriamente em voltar às compras, seja em função da moda ou da mudança de estação. “No ano passado, por exemplo, compramos muitas botas quando começou a esfriar e sobraram muitas mercadorias. Então, este temor é justificado”, afirmou, “principalmente porque a Santa Casa de Santa Cruz ainda permanece lotada”.

Douglas, da ‘Val Calçados’: medo é a hipótese de novo fechamento

A exemplo do presidente da ACE, o gerente da “Val Calçados” também acredita no potencial econômico de Santa Cruz. “Nós não sentimos muito a inadimplência no crediário e podemos afirmar que não temos problema neste setor. Acredito que o auxílio emergencial do governo também ajudou os moradores da cidade, já que muitas pessoas pagam suas contas usando o código QR”, disse.  

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