ECONOMIA

Diego cede e é um dos últimos a liberar bares

Autorização saiu em decreto publicado na sexta-feira, 14; Santa Cruz alcançou 105 mortes

Diego cede e é um dos últimos a liberar bares

O prefeito Diego Singolani (PSD) (Foto: André Fleury)

Publicado em: 15 de maio de 2021 às 01:57
Atualizado em: 15 de maio de 2021 às 02:07

Sérgio Fleury Moraes

O prefeito Diego Singolani (PSD) assinou decreto na sexta-feira, 14, autorizando o retorno do atendimento presencial em bares e lojas de conveniência, inclusive aquelas localizadas em postos de combustíveis de Santa Cruz do Rio Pardo. Todas poderão funcionar das 6h às 21h, inclusive aos finais de semana e feriados. No entanto, o decreto diz que os comerciantes deverão obedecer a uma série de restrições, como restringir a capacidade a 30% do total.

Há duas semanas o prefeito permitiu o retorno presencial de restaurantes, pizzarias e lanchonetes, mas, a exemplo dos bares e lojas de conveniência, podem funcionar com atendimento direto somente até 21h. Depois deste horário, somente será autorizado o atendimento delivery — entrega em domicílio —, sendo proibido o drive thru.

Santa Cruz do Rio Pardo foi uma das últimas cidades da região a permitir a reabertura dos bares. O motivo é o recrudescimento da pandemia, cujos números tiveram uma queda, mesmo leve, nos últimos dias.

Na sexta-feira, o prefeito explicou que tem discutido os protocolos de reabertura todas as semanas com sua equipe, afrouxando de forma gradual as restrições. Ele explicou que, em relação aos bares, as penalidades para o não cumprimento das regras são mais severas. Na primeira ocorrência, o estabelecimento será fechado por sete dias e na segunda, por 14 dias. Se houver nova inflação, o estabelecimento terá as portas cerradas até o fim da pandemia.

Ex-secretário de saúde, o prefeito foi taxativo em dizer que a pandemia continua forte em todo o país e que, na sua opinião, nada deveria estar funcionando no Brasil. Por isso, ele apelou novamente à população para que colabore e siga as regras estabelecidas pelo Poder Público. “Nós dependemos da responsabilidade do cidadão santa-cruzense. É ele quem deve saber se deve ir ao supermercado três ou cinco vezes por semana, ir a lanchonete, frequentar bares ou promover festas clandestinas”, alfinetou.

Diego Singolani anunciou que, através de um sequenciamento genético, foi possível apurar que a pior variante da covid-19 — chamada de P1 ou “variante de Manaus” — está em Santa Cruz do Rio Pardo desde janeiro. “Isto explica e justifica o aumento do número de óbitos neste ano. E não foi por falta de médicos ou hospital”, advertiu.

De acordo com o prefeito, a maioria dos empresários, prestadores de serviços e comerciantes estão cumprindo à risca as regras sanitárias. “É uma minoria que burla a regra”, explicou Diego. “O mundo está doente e uma das grandes causas é o negacionismo”, disse.

O município já aplicou a primeira dose da vacina contra a covid-19 em pessoas com 60 anos ou mais. Neste sábado, estava prevista a vacinação a pessoas de 50 a 59 anos que tenham comorbidades.

Pelos números divulgados pelo município na última sexta-feira, 15, a pandemia já matou 105 pessoas em Santa Cruz do Rio Pardo. A Santa Casa do município estava com 41 pacientes internados, dos quais 29 em leitos clínicos e 11 em UTI. Destes, nove estão intubados.

Desde o início da pandemia a cidade teve 4.799 casos positivos, mas a maioria se recuperou. Hoje, de acordo com a secretaria de Saúde, há 464 pacientes que ainda podem estar transmitindo o vírus.

Na sexta-feira houve nove internações novas, seguida de 12 altas. Outras 167 pessoas aguardam os resultados de exames do Adolf Lutz. Segundo o prefeito Diego Singolani, o alto número de casos na região provoca atrasos nos exames. O último lote de exames que chegou a Santa Cruz, num total de 115 resultados, indicou 64 positivos e 51 negativos.  

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