ECONOMIA

Santa Cruz faz 151 anos na pandemia e tem desafios para enfrentar

Santa Cruz faz 151 anos na pandemia e tem desafios para enfrentar

Publicado em: 20 de janeiro de 2021 às 19:10
Atualizado em: 29 de março de 2021 às 07:13

Santa Cruz do Rio Pardo vai comemorar 151 anos na quarta-feira, 20, com comércio fechado e hospital lotado

Sérgio Fleury Moraes

Da Reportagem Local

No feriado da próxima quarta-feira, 20, Santa Cruz do Rio Pardo vai completar 150 anos de sua emancipação político-administrativa. Provavelmente pela primeira vez em sua história, a cidade não terá shows ou atrações ao vivo para festejar. As portas do comércio em geral estão fechadas e o único hospital do município luta para conseguir atender dezenas de pacientes da covid-19. Para o prefeito Diego Singolani (PSD), é um dos períodos mais difíceis para o mundo todo.

Sem condições sanitárias de organizar uma festa de aniversário, a prefeitura vai promover eventos virtuais. Serão “lives” de artistas de Santa Cruz que vão se revezar em apresentações pela internet. No feriado de quarta-feira, haverá a apresentação da cantora Débora Catalano às 17h, transmitida pelos canais do “Auê Cultural” nas redes sociais — Facebook e Instagram. Às 20h, haverá show do grupo de pagode “Compromisso Zero”.

Durante as próximas semanas estão previstas novas “lives”, especialmente de artistas que foram beneficiados pela lei de incentivo “Aldir Blanc”. A contrapartida são apresentações virtuais gratuitas ao município.

Na cadeira de prefeito há 17 dias, Diego lamenta não poder fazer festa no aniversário da cidade



Pela situação crescente da pandemia no município, não haverá nem mesmo hasteamento cívico da bandeira municipal. “É um misto de desafio e frustração assumir o governo nesta situação. Não pude sequer fazer o discurso na posse porque naqueles dias houve a morte de um jovem vítima da covid-19. Nesta semana, houve nova morte de uma senhora que lutou muito pela vida, internada na UTI”, afirmou.

O prefeito ainda acredita que, com a vacinação em massa já anunciada pelo governo estadual, a pandemia dê sinais de diminuição em pouco tempo. “Infelizmente tudo é diferente no início deste ano. Mas eu estou com esperança de proporcionar alguma comemoração, ainda que em outro mês, marcando os 151 anos de Santa Cruz”, disse. “Se a pandemia diminuir, eu me comprometo com a população”, ressaltou.

IMPONÊNCIA — Foto do antigo Grupo Escolar de Santa Cruz mostra, na frente, a antiga praça Antonio Evangelista da Silva, que foi abandonada



Durante mais um aniversário da cidade mais antiga da região, sempre é tempo de analisar o passado, olhar para o presente e prever um futuro para Santa Cruz do Rio Pardo. Afinal, o município sempre perdeu tempo com questões políticas e deixou a liderança regional a partir dos anos 1960, quando experimentou um período de declínio. Nos anos 1980, registrou pela primeira vez uma redução populacional, de acordo com o censo do IBGE.

Foi neste período que Santa Cruz buscou suas vocações, além da agropecuária, que sempre foi o forte de sua economia. Muito se falou na criação de faculdades, mas os cursos superiores vieram com mais rapidez para cidades da região. Porém, a forte industrialização, especialmente após a chegada da Special Dog Company e a modernização das arrozeiras, começou a impulsionar novamente Santa Cruz. A arrecadação e o número de empregos aumentaram e a economia se fortaleceu.

A antiga Igreja Matriz de São Sebastião começou a ser construída em 1910 e acabou sendo demolida nos anos 1960



Para Diego Singolani, é a oportunidade para voltar a discutir as vocações. “É preciso que as indústrias continuem crescendo e nosso comércio se mantenha forte, mas vejo que o ensino superior é alto extremamente necessário para Santa Cruz. No entanto, a minha visão estratégia inclui também o desenvolvimento turístico, que terá um trabalho muito forte no meu governo”, explicou.

Na quinta-feira, 14, por exemplo, o prefeito se reuniu com o secretário de Desenvolvimento do Interior, juntamente com o deputado Ricardo Madalena (PL), para discutir recursos de até R$ 500 mil para o início da construção do “calçadão” da rua Euclides da Cunha, que também está inserido no planejamento turístico. A obra deve começar a partir da esquina do supermercado Alvorada, quando a Euclides passa a ser menos íngreme.

Segundo Diego, outras metas são fomentar o turismo religioso, inclusive catalogando igrejas abandonadas da zona rural. Ao mesmo tempo, o prefeito vai planejar o emplacamento da zona rural para ciclistas, integrando o turista à ecologia. “O ecoturismo é outro ponto importante. Na verdade, o turismo em geral é um dos mercados que mais cresciam antes da pandemia e devemos aproveitar o fato de Santa Cruz já ser MIT. É um desafio, mas podemos trazer turistas para a cidade”, afirmou.

Claro que qualquer progresso deve ter uma contrapartida do município, como uma estrutura boa para turistas ou mesmo para novas indústrias. Diego anunciou que já iniciou conversas com a CDHU para avaliar uma área adquirida no governo de Otacílio Parras para a construção de casas populares. “A documentação já está no governo do Estado e pedi a vinda de um engenheiro para avaliar a área”, disse.

Aos 151 anos, Santa Cruz do Rio Pardo pode ser considerada uma cidade diferenciada, segundo o prefeito Diego Singolani. “Somos uma cidade acolhedora, com um povo simpático e solidário. Temos um jeitão diferente e acredito que nosso município está predestinado a um grande futuro. Estamos no caminho”, afirmou. 



  • Publicado na edição impressa de 17 de janeiro de 2021


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