ESPORTE

Esportiva estreia na Segundona fora de casa

Time volta aos gramados contra o Assisense na manhã deste domingo; na quarta-feira, joga no “Leônidas Camarinha”

Esportiva estreia na Segundona fora de casa

Atletas da AES durante treino na tarde de quarta-feira, 18, no campo do XV de Novembro na vila Madre Carmem

Publicado em: 21 de agosto de 2021 às 02:19
Atualizado em: 21 de agosto de 2021 às 02:19

Sérgio Fleury Moraes

Após quase dois anos fora dos gramados, a Esportiva Santacruzense volta a campo neste domingo, às 10h, na estreia no campeonato paulista da Segunda Divisão. O time vai enfrentar o Assisense, no estádio “Tonicão” em Assis, pelo grupo dois do campeonato que também é conhecido como “Sub-23”.

No ano passado, o clube pediu afastamento à Federação Paulista de Futebol por conta da pandemia, alegando dificuldades financeiras. Em 2018 e 2019, o time caiu na primeira fase da Segundona. Para os atuais dirigentes e comissão técnica, faltou planejamento — a palavra de ordem para o retorno do clube ao futebol profissional.

Claro que o presidente Luciano “Galeguinho” Rosalém torce por uma boa campanha, embora reconheça as dificuldades do clube. “Nós estamos voltando com um projeto de reestruturação. Há todo um planejamento para que o time tenha uma sequência de competições”, disse há duas semanas.

A Esportiva Santacruzense, apesar da crise que vive há vários anos, é um time com tradição no campeonato paulista. Em seu apogeu, foi campeão da Segunda Divisão de 1962, com um elenco formado, na maioria, por craques de Santa Cruz do Rio Pardo. Pelos gramados do estádio “Leônidas Camarinha”, aliás, já jogaram Suíngue (ex-Corinthians) e Lelé (ex-Vasco da Gama).

É apostando nesta tradição que o técnico Celinho prepara os jogadores para a estreia neste domingo. O treinador, aliás, já jogou pela Santacruzense nas temporadas de 2006 a 2009 e, portanto, se considera “da casa”. Jussélio Donizeti da Silva, 38, já era para ser o técnico da Esportiva no ano passado, quando o clube desistiu de disputar o campeonato paulista. “Teve o problema da pandemia, mas o clube também enfrentou problemas financeiros”, afirmou.

Celinho, técnico da Esportiva Santacruzense e ex-jogador do time

Celinho tem a mesma visão da atual diretoria e prega a necessidade de impor um projeto. “Com todo respeito àqueles que por aqui passaram, não adianta nada subir de série e depois não disputar campeonatos. É por isso que estamos implantando um projeto de reestruturação, com o objetivo de ganhar confiança e credibilidade, principalmente do torcedor”, disse. “E este projeto será a médio e longo prazo”, lembrou.

O clube inicia a temporada com um plantel de 22 jogadores, dos quais mais da metade estavam contratados em 2020, quando houve a paralisação da Esportiva. Vários atletas atuaram por outros times e retornaram agora a Santa Cruz do Rio Pardo.

Neste ano, a Federação Paulista impôs novas regras para a Segunda Divisão, proibindo a atuação de alguns “veteranos”, como acontecia antigamente e ainda é permitido, por exemplo, nas Olimpíadas. “Agora mudou. Neste ano, só joga quem nasceu em 1998, mas nós procuramos mesclar a juventude com a experiência, já que alguns acumulam duas temporadas na Segunda Divisão”, disse Celinho.

O técnico realizou treinos táticos e coletivos na semana passada. Na quarta-feira, por exemplo, o treino foi no campo do XV de Novembro, na vila Madre Carmem. Celinho admitiu que já tem o time titular que vai entrar em campo neste domingo, mas preferiu não relacionar os jogadores antes da partida. “Muitas vezes há improvisos, com uma entorse aqui e uma contusão ali. É melhor divulgar o time titular no domingo”, brincou.

Celinho avaliou que a chave da Santacruzense no campeonato deste ano é uma das mais difíceis. Além da Esportiva e do Assisense, estão no grupo o Grêmio Prudente, Osvaldo Cruz, Vocem e XV de Jaú. “São clubes tradicionais e alguns com poder aquisitivo muito grande. Claro que o dinheiro não compra o talento, mas consegue lapidar melhor”, avaliou.

A volta da torcida aos estádios, já anunciada pelo governador paulista João Doria (PSDB), infelizmente não vai contemplar os times da Segunda Divisão. O público estará presente a partir de 1º de novembro, mas o campeonato paulista Sub-23 termina no final de outubro. “Mas é uma felicidade para todo mundo, desde que todo mundo siga os protocolos. No caso da Santacruzense, a torcida no estádio é algo a mais, é um barulho apaixonante”, conta Celinho. 

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