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Dengue já é epidemia em Santa Cruz, enquanto casos de Covid crescem

Onda de frio pode explicar casos de Covid, mas também ajuda a reduzir disseminação da dengue em Santa Cruz

Dengue já é epidemia em Santa Cruz, enquanto casos de Covid crescem

A enfermeira Carol Mariano, da Vigilância Epidemiológica

Publicado em: 21 de maio de 2022 às 02:24

Sérgio Fleury Moraes

A dengue já é uma epidemia em Santa Cruz do Rio Pardo. A doença, transmitida pelo mosquito aedes aegypti, já atingiu 803 moradores em 2022 e há outros 535 aguardando resultados dos exames. A doença é cíclica, ou seja, atinge picos em determinados períodos, geralmente a cada três anos. A cidade já teve epidemias em 2011, 2015 e 2018.

Segundo a enfermeira Ana Carolina Mariano, coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município, a dengue voltou com força no final do ano passado em vários municípios, concorrendo com a covid. “Em Paraguaçu Paulista, por exemplo, a alta da doença começou em novembro do ano passado e é preocupante até hoje. Em Santa Cruz, a dengue começou a aparecer na última semana de março?”, explicou. Em Espírito Santo do Turvo, a alta incidência foi detectada no início de março”.

Na verdade, a epidemia atinge todo o Estado de São Paulo há pelo menos três meses. A situação prejudicou os testes de pacientes, uma vez que o Ministério da Saúde não repassou os kits necessários para os exames. Como a situação é de pandemia, o Estado suspendeu a sorologia.

“Já houve situações em que o paciente procurou a unidade de saúde achando que estava com dengue, mas na verdade era covid”, disse Carol Mariano. O número de atendimento diário com suspeitos de dengue em todas as unidades chega a 70 em Santa Cruz do Rio Pardo.

Não há vacina contra a doença e nem medicamentos específicos. “O único tratamento é a hidratação, além de remédios para combater os sintomas”, afirmou a enfermeira da Vigilância Epidemiológica. Ela alertou que suspeitos de dengue não devem receber medicação à base de AAS, pois há o risco de sangramentos e hemorragias.

A atual epidemia, segundo Carol Mariano, está pegando os pacientes mais fragilizados. “Muitas pessoas que contraíram a covid no início do ano, agora estão ficando mais debilitadas com a dengue. Em alguns casos, é necessária uma maior hidratação venosa e os sintomas estão fortes em pacientes que já tiveram covid”, disse.

O atual sorotipo da dengue possui os sintomas clássicos da doença, como febre alta, manchas e dores no corpo e na cabeça, náuseas e, principalmente, vômitos. É por isso que a hidratação é a melhor medida para amenizar os sintomas.

Carolina Mariano lembra que o aedes aegypti também transmite outras doenças, como zika e chikungunya, que são, inclusive, mais perigosas. Esta última provoca sequelas que incapacitam o paciente durante pelo menos dois anos. Já a zika pode provocar problemas em fetos de gestantes, podendo causar microcefalia no bebê.

As unidades de saúde de Santa Cruz do Rio Pardo estão sobrecarregadas na nova epidemia, principalmente na parte da manhã. A secretaria de Saúde autorizou, inclusive, um horário estendido para atender a demanda de pacientes. Aos sábados, o Centro de Saúde II, na avenida Tiradentes, permanece aberto para desafogar os atendimentos na UPA — Unidade de Pronto Atendimento — do bairro da Estação.

Enquanto isso, os agentes comunitários de saúde estão fazendo “varreduras” na cidade em busca de focos da dengue. Já os agentes de combate a endemias estão aplicando a nebulização em locais com focos.

A Codesan e a empresa responsável pela coleta de materiais inservíveis estão intensificando a coleta de materiais pela cidade. Em junho, o município terá a “Semana de Limpeza Cidade Limpa”. Além disso, há uma campanha de conscientização para que as pessoas não joguem lixo ou materiais em terrenos baldios e nos próprios quintais.

A queda brusca da temperatura, por outro lado, afasta o mosquito aedes aegypti, que procura se esconder em locais mais quentes, principalmente debaixo de camas ou guarda-roupas. “Mas o safadinho não morre”, alerta Carol. Além disso, o uso de casacos e roupas de frio reduzem a superfície de contato do mosquito.

Se o frio ajuda a controlar a dengue, a baixa temperatura facilita a transmissão da covid, cujos casos aumentaram nas últimas semanas. Segundo a enfermeira da Vigilância Epidemiológica, neste período as pessoas ficam mais juntas e em ambientes fechados, facilitando a transmissão.

A transmissão e as internações aumentaram em todo o País. “Como não estamos mais usando máscaras, é preciso valorizar os sintomas. Afinal, muitas pessoas acreditam que estão com renite ou bronquite, mas na verdade pode ser covid”, alertou.

Um dos maiores problemas é a queda na vacinação. Muitas crianças ainda não completaram o esquema vacinal e os adultos não estão procurando as unidades de saúde para a dose de reforço.

No último boletim divulgado pela secretaria de Comunicação do governo, na sexta-feira, 20, havia 204 casos de covid em transmissão, com o aparecimento de 51 novos pacientes nas últimas 48 horas. Na Santa Casa de Santa Cruz do Rio Pardo, havia um paciente internado. A doença já atingiu quase 14.000 pessoas na cidade, das quais 199 morreram.

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