POLÍCIA

Santa-cruzense é encontrado morto com sacos plásticos na cabeça em SP, e polícia investiga

Família e amigos descartam suicídio; comunidade LGBT entra em alerta

Santa-cruzense é encontrado morto com sacos plásticos na cabeça em SP, e polícia investiga

O santa-cruzense Wellington Cardoso, encontrado morto em São Paulo

Publicado em: 12 de março de 2022 às 03:15

Laura Santos Lopes

O santa-cruzense Wellington Henrique Cirino Cardoso, 25, foi encontrado morto em seu apartamento no bairro de Pinheiros, na capital paulista, na quinta-feira, 3.

Ele foi achado pelo amigo João Paulo Giacon, 32, que o encontrou caído no chão, vestido por um terno e com sacos plásticos presos à cabeça. Os sacos estavam amarrados com uma camisa e um fio de carregador de celular.

Wellington era gay e a morte ganhou repercussão nacional na comunidade LGBT. Em setembro do ano passado, outra morte similar aconteceu na cidade de São Paulo. A vítima era um morador do centro e também homossexual.

Entre a comunidade LGBT existe o temor sobre a existência de um “serial-killer” que atua contra homossexuais a partir de aplicativos de relacionamento.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), não existem vestígios concretos que levam a essa constatação, nem relação entre as mortes ocorridas. Pessoas próximas a Wellington discordam.

Estudante de Administração, ele havia mudado havia pouco tempo para o apartamento onde morava e deixou uma mensagem para a faxineira no dia anterior à sua morte. No texto, Wellington disse que possivelmente não estaria em casa quando ela chegasse.

Buscando o paradeiro de Wellington, João Paulo foi ao apartamento do colega e se deparou com ao menos três bilhetes com mensagens incomuns antes de encontrá-lo morto.

Segundo reportagem do portal UOL, a princípio um papel colado no chão continha uma seta apontada para o roteador de internet do imóvel. Sobre o aparelho havia outro bilhete com a orientação para “ligar o sinal de wi-fi”.

“[João Paulo] caminhou em direção à porta do quarto e se deparou com o que descreve como cena de terror: um homem estava caído no chão, com ‘quatro ou cinco’ sacos de plástico resistentes na cabeça, amarrados com uma camisa e um carregador de produto eletrônico na cabeça. Com uma faca, ele rasgou todas elas”, descreve a reportagem.

Ao lado do corpo havia também um preservativo já utilizado e uma taça de vidro. De acordo com relatos de amigos, o jovem não respondia às mensagens desde a quarta-feira de cinzas, o que gerou preocupação.

Uma médica do Samu, descreve o UOL, encontrou um terceiro bilhete no chão. Nele estava escrito “Não tire o celular da tomada”.

O jornalista Fábio Pimentel, que era próximo de Wellington, assim como a família e amigos do santa-cruzense, descartam a hipótese de suicídio.

A polícia demorou para agir. A abertura do inquérito para investigar o caso, por exemplo, aconteceu apenas na sexta-feira, 11, após a divulgação da morte pelo UOL.

Wellington era formado em História pela UENP (Universidade Estadual do Norte Pioneiro), de Jacarezinho, e se mudou para São Paulo havia poucos anos. Foi estagiário do Procon e, depois, estudou Administração na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Foi aprovado entre os primeiros colocados.

O jovem estava em um dos melhores momentos da carreira. Se destacava profissionalmente, era conhecido pela responsabilidade com que se dedicava ao trabalho e foi efetivado na multinacional IBM, empresa de tecnologia.

Ele foi sepultado em Santa Cruz do Rio Pardo no sábado, 5. Wellington deixa os pais Walter e Vera.  

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